×
Copyright 2024 - Desenvolvido por Hesea Tecnologia e Sistemas

Com ausência da oposição na Câmara, reajuste salarial dos professores não é votado

Projeto foi encaminhado pelo prefeito Wladimir Garotinho e prevê equiparação salarial com o piso nacional, que é de R$ 3.845

Campos
Por Redação
23 de março de 2022 - 18h33
(Foto: Carlos Grevi)

A Câmara dos Vereadores de Campos encerrou mais uma sessão ordinária sem deliberação de projetos. Em pauta para esta quarta-feira (23), estava a equiparação do piso salarial dos professores da educação básica da rede pública municipal de Campos e a desinfecção do terreno da Associação de Pais e Pessoas Especiais (Apape). Entretanto, devido a ausência dos vereadores de oposição, não houve quorum para deliberação, já que é necessário que a maioria dos parlamentares esteja em plenário. Desde o início do ano, devido ao embate da oposição e situação, não houve votação de projetos na Casa.

Leia também:

Oposição da Câmara aguarda mandado de segurança para retomar eleição da mesa diretora

Câmara: juiz indefere liminar da oposição que pedia continuidade da eleição para a Mesa Diretora

A equiparação do salário dos professores é uma reivindicação antiga da categoria e o projeto foi encaminhado à Câmara, pelo prefeito Wladimir Garotinho no dia 8 de março deste ano. Com o aumento de 33,24% autorizado pelo Governo Federal, o piso salarial dos professores da educação básica da rede pública é de R$ 3.845. (Veja aqui)

Após encerramento da sessão, o presidente da Câmara, Fábio Ribeiro (PSD), permitiu que o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) falasse em plenário. A diretora da entidade, Graciete Nunes, se manifestou e disse que o povo não pode se prejudicar por disputa política.

“Essa casa é do povo. Os vereadores foram eleitos pelo voto popular e, simplesmente, a educação e a população em geral não devem ficar à mercê de disputas internas. São 14 anos da aprovação da Lei do piso e somente agora nós conseguimos um diálogo com essa Casa e com o prefeito Wladimir Garotinho, no sentido de aprovar e de implantar a Lei Nacional do piso da educação. Então é uma covardia tremente a gente estar há semanas, dia após dia, em uma expectativa tremenda, esperando a aprovação deste projeto da regularização da Lei do piso. É frustrante”, disse Graciete em plenário.

A diretora do Sepe ainda complementa: “Nós viemos pra cá hoje com a expectativa de ver as coisas acontecendo. O projeto está aqui, está pronto e precisa ser aprovado. O que falta? Falta que todos os vereadores estejam aqui com o mesmo desejo, o mesmo espírito de atender aos anseios da categoria da Educação, tão sofrida e tão massacrada”, desabafa.

Os vereadores que faltaram, mas justificaram ausência foram: Abdu Neme (Avante), Anderson de Matos (REP), Bruno Vianna (PSL), Fred Machado (CDN), Helinho Nahim (PTC), Igor Pereira (SD), Luciano Rio Lu (PDT), Maycon Cruz (PSC), Marquinho Bacellar, Marquinho do Transporte (PDT), Nildo Cardoso (PSL), Raphael de Thuin (PTB), Rogério Matoso (DEM)