Wladimir e o ano que passou

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Opinião
Por Editorial
9 de janeiro de 2022 - 0h01

Ao admitir que o transporte público é uma pedra no sapato do seu governo, o prefeito Wladimir Garotinho mostra sua disposição em encarar os problemas e tentar resolvê-los (Veja aqui).

Como ex-deputado federal, ele sabe que o transporte público no Brasil, como bem disse, “faliu”, mas faltou dizer que em Campos, além de falido, está quase morto. Mostra disposição em jogar duro e ameaçar a cassação de concessões de empresas de transportes que não cumprem a sua parte, abrindo novas licitações.

Admite, também, que Campos tem pelo menos 25 mil famílias vivendo na extrema miséria. Afirma que vai intensificar a rede de proteção social do município com o Cartão Goitacá que pagará a cada uma dessas famílias R$ 200/mês.

Sabe que a Saúde é outro problema e diz que Guarus terá um novo HGG e o Ferreira Machado vai dobrar o tamanho do seu Pronto-socorro. Ele afirma que as 250 escolas da rede municipal estão se preparando para o futuro com o uso da tecnologia.

O prefeito parece ter trocado em seu dicionário a palavra “promessa” por “compromisso”. Em seu favor ele tem, neste primeiro ano de gestão, o fato de ter colocado o salário do servidor em dia, ter enfrentado a pandemia e mostrado maturidade ao fazer um acordo com o governador Cláudio Castro pelo bem público, superando problemas políticos menores e paroquiais, até porque Campos é um município grande.

Se fosse um aluno, teria passado de ano com uma nota acima do regular.