A empatia rasa do Caju

Partindo da premissa de que o cemitério é público, essas diferenças deveriam ser amenizadas

Opinião
Por Editorial
10 de outubro de 2021 - 0h04

Estamos a menos um mês do Dia de Finados – 2 de novembro, o que justifica a reportagem especial desta edição (clique aqui), em torno do maior cemitério de Campos, o Caju, focando em um problema que nenhuma administração até agora conseguiu enterrar: como manter a dignidade dos mortos sepultados nas chamadas covas rasas.

O jornalista Ocinei Trindade e o fotógrafo Carlos Grevi mostram em texto e fotos que a diferença de classe existe após a morte. O mesmo revelam em áudio e imagem a jornalista Letícia Nunes e o cinegrafista André Santo, que produziram este conteúdo para a 3ª Via TV.

Partindo da premissa de que o cemitério é público, essas diferenças deveriam ser amenizadas, o que parece uma missão quase impossível, à medida que até as áreas onde estão os túmulos de administração particular são expostas a outros tipos de problemas, como insegurança.

A cada ano, em média 600 pessoas são sepultadas nestas áreas tratadas como subúrbios do Caju. A Codemca, responsável pela administração do Caju, cobra uma taxa anual aos proprietários de sepulturas no valor de R$134,03, o que parece não ser suficiente para cuidar da chamada vizinhança pobre.

Humanizar esse quadro é preciso; é a atitude correta. Cabe aos vivos resolver essa situação.