COVID: Fiocruz teme “próximas semanas difíceis” e pede alerta da imprensa

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Guilherme Belido Escreve
Por Guilherme Belido
19 de junho de 2022 - 8h41

Preocupada com o aumento no total de casos graves de síndromes respiratórias no Brasil, particularmente com o crescimento de internações nos hospitais privados, a Fundação Oswaldo Cruz teme que as próximas semanas sejam difíceis, particularmente face às aglomerações nas festas juninas. 

A advertência foi dada pela médica e pesquisadora da Fiocruz – também integrante do comitê de especialistas da OMS – Margareth Dalcolmo, que voltou a enfatizar a necessidade do uso de máscara, sobretudo em ambientes fechados. “Tem lugares fechados onde está todo mundo sem máscara. Cada festa, cada recepção e cada manifestação que há gera muitos casos”. 

A especialista disse, ainda, que é preciso avançar com a vacinação para conter a pandemia. “Infelizmente ainda existe gente que não está vacinada – o que é uma tristeza”, e arrematou: “A terceira dose é mais importante do ponto de vista de proteção do que a própria quarta, ela oferece uma taxa de proteção sobre as duas doses anteriores enorme, comprovadamente demonstrado por estudos”.  

Dalcolmo fez um apelo para que a imprensa, que tem se comportado de maneira tão aliada à ciência no Brasil, mantenha esse alerta de vacinação e uso de máscara, principalmente neste momento de aumento de contágio. “O momento exige medidas pessoais e coletivas, solidárias entre as famílias e colegas de trabalho, entre grupos de pessoas, de proteger-se a si mesmo e aos demais”