O ódio é o retrato da imbecilidade | Por Fernando da Silveira

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Artigo
Por Redação
8 de maio de 2022 - 0h04

“Evoluir é modificar-se, progredir é melhorar, é se lançar a um fim altruístico”. – Amaral Fontoura.

Amaral Fontoura, mesmo não sendo da época do bom rei Henrique de Navarra, jamais deixou de saber que a política deve ir além da evolução para alcançar o progresso na busca de uma linha de comportamento de tom humanístico. Enfim, não devemos apenas crescer, mas melhorar no empenho de ajudar o nosso semelhante. Não sendo por outra razão, que Henrique de Navarra, com atos de bondade, tornou-se rei Henrique IV da França sem perder a condição de Monarca de Navarra. Tendo ele tudo feito para impedir que católicos e protestantes continuassem guerreando num corpo a corpo demoníaco estimulado pelos imbecis.

O ódio era tão forte que Henrique de Navarra, apesar do seu esforço de acabar com a matança a jogar no chão todos os valores cristãos, teve inicialmente que aguentar com a oposição sem cabimento da Liga Católica, que se negava aceitar como rei da França um protestante. Mas, mesmo assim, ele conseguiu a pacificação ao promulgar o “Édito de Nantes”, que concedia a liberdade religiosa. O congraçamento de católicos e protestantes (1553/1610) levado a efeito pelo rei, que era ao mesmo tempo da França e de Navarra, deu início a um grande período de prosperidade produzido pelo amor a nos entrelaçar. Tanto assim, que o rei dos dois reinados, embora tivesse na mocidade uma educação calvinista, sob a tutela crucial de Gaspar Coligny, comandante do exército protestante de La Rochelle, tornou-se católico, sem deixar de amar os seus irmãos, que permaneceram seguindo a sua antiga religião. Só os imbecis não viram que esta linha de conduta tinha como meta o amor ao próximo. O ato de bondade construtivo.

Há quem afirme canalhamente que o promulgador do “Édito de Nantes” falou que “Paris valia bem uma missa”, no intuito de obter todos os tipos de vantagem, quando na verdade ele lutou como cristão para o amor ao próximo nos conduzir ao Céu. E nos fez feliz a tal ponto, que nos levou a viver bem melhor aqui na Terra. Não foi por acaso que em sua gestão, católicos e protestantes, unidos de corpo e alma, desenvolveram vitoriosamente a agricultura. Além de fortalecerem a indústria da seda, do vidro e da tapeçaria. Sem deixar de abrir estradas para incentivar o comércio com a Espanha e a Holanda. Nem esquecer de aumentar o número de navios para atender aos interesses da Inglaterra. Porém, este grande homem foi assassinado pelo imbecil François Ravaillac, que com isso contribuiu para frear o progresso altruístico dos que querem o bem da humanidade. Como hoje continuamos vivendo o desamor, todo cuidado é pouco, pois os monstros satânicos estão prontos para nos causar a pior das maldades.