Filha de idoso assassinado na avenida Nilo Peçanha revela detalhes do crime

Família clama por justiça e pede que, caso alguém saiba o paradeiro dos suspeitos, acione a polícia imediatamente; VEJA VÍDEO

Polícia
Por Clícia Cruz
1 de dezembro de 2021 - 12h41
(Foto: Acervo pessoal)

Familiares do taxista Gelson Machado de Souza pedem justiça. O idoso, de 70 anos, foi assassinado na avenida Dr. Nilo Peçanha, no Parque Santo Amaro, em Campos, no último domingo (28). Filha da vítima, Lidiane Souza conta ao Jornal Terceira Via que a família era alvo frequente de agressões por parte dos dois irmãos suspeitos de terem cometido o crime, dos quais eram vizinhos há mais de 30 anos.

De acordo com Lidiane, eles vinham jogando restos de comida no quintal da casa em que Gelson morava com os irmãos. Eles também jogavam bombas dentro do quintal da vítima. Incomodado com a situação, ele reclamou por diversas vezes e, ultimamente, começou a receber ameaças de morte. Mas, segundo a filha da vítima, a família nunca acreditou que eles fossem realmente atentar contra a vida do taxista.

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Lidiane dá detalhes do crime. Segundo ela, na noite deste domingo, sem que ninguém visse, os vizinhos se esconderam no terreno da família e, quando Gelson saiu para ir ao carro, o golpearam com 13 facadas. O irmão do taxista saiu de dentro da casa, viu o irmão sendo atacado e gritou, chamando a atenção dos vizinhos. “Meu tio pensou que fosse morrer também”, conta.

Suspeitos de cometerem o crime e vítima eram vizinhos. (Foto: JTV)

Com a chegada de outros vizinhos, os autores fugiram em uma motocicleta, levando a carteira de Gelson, o cartão do banco e os documentos do carro dele.

“Nós só queremos justiça. Meu pai não vai voltar, mas esses dois estão por aí, colocando outras vidas em risco”, diz Lidiane.

Gelson era taxista há 25 anos e trabalhava em um ponto na avenida 28 de Março. A morte deixou os passageiros que costumavam andar com ele consternados. A filha conta que chegaram centenas de mensagens, lamentando a morte.

A Polícia Civil informou que, a fim de não atrapalhar as investigações, as fotos e os nomes dos autores não serão divulgados neste momento.