Municípios monitoram situação do Rio Muriaé após tombamento de carreta com produto químico

Prefeituras da região estão em alerta para possível contaminação da água

Região
Por Redação
27 de outubro de 2021 - 12h50
Carereta tombou na madrugada de terça (26) (Foto: Reprodução/Rádio Muriaé)

Os municípios banhados pelo Rio Muriaé estão fazendo o monitoramento da água, após uma carreta carregada com produto químico tombar na BR-356 em Muriaé, na madrugada desta última terça-feira (26). A carreta estava carregada com 32.420 kg de monoetilenoglicol, produto utilizado para produção de poliéster, anticoagulante e líquido de arrefecimento. Os municípios estão em alerta com a possibilidade de contaminação da água.

A prefeitura de Itaperuna, informou por meio de nota, que as águas do Rio Muriaé não foram contaminadas com o produto Monoetileno Glicol. A Prefeitura informou ainda, que está monitorando a água através das Secretarias de Defesa Civil e do Ambiente, juntamente com a Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais e Cedae. A Prefeitura também informou que a Polícia Rodoviária Federal e o Corpo de Bombeiros estiveram presentes para o recolhimento do restante do produto feito pela empresa responsável da carga e que as ações preventivas e monitoramento continuarão o tempo que for necessário.

A Prefeitura de Italva informou que está monitorando a situação e que o município ainda não foi afetado pelo produto, mas que há previsão que o monoetileno glicol chegue às águas da cidade nesta quinta-feira (28).

A Prefeitura de Cardoso Mereira informou que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Cedae fazem o monitoramento do rio. “Até o momento não há conformação de contaminação perto de Cardoso Moreira. De acordo com a Cedae, caso a contaminação chegue em nosso município, isso ocorrerá nesta quinta-feira (28) após às 12h. caso seja constatada a presença desse produto químico no rio Muriaé, o abastecimento será interrompido por até quatro dias, até que seja segura a reabertura do abastecimento”, disso o órgão em nota.

A concessionária Águas do Paraíba informa que monitora a situação e está em contato com o Inea, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Defesa Civil desde o ocorrido e, até o momento, não houve notificação de contaminação.

Sobre o assunto, o Inea informou que com o impacto da batida, houve derramamento do produto na pista da via expressa e o mesmo acabou vazando para um riacho próximo, que é afluente do Rio Muriaé. “Cabe ressaltar que, embora o monoetileno glicol possa provocar reações adversas à saúde humana, o mesmo é biodegradável. Para conter o avanço do produto no corpo hídrico, a transportadora responsável pelo caminhão adotou as medidas emergenciais com operações de transbordo e remediação, a partir da instalação de diques de contenção para o produto. Os trabalhos ainda continuam e o Inea acompanha os procedimentos”.

Já a Ceade informou que está monitorando a situação desde terça-feira, realizando coletas frequentes de água para análise nos pontos de captação, e até o momento o acidente não afetou nenhum dos sistemas de abastecimento da Companhia.