No “Trevo do Índio” rotatória apresenta alto risco de acidente

Carros cruzam perigosamente uns na frente dos outros

Guilherme Belido Escreve
Por Guilherme Belido
26 de outubro de 2021 - 17h51

Com inúmeras variáveis dependendo da direção que se deseja seguir, transitar pela rotatória do “Trevo do Índio” vem se transformando numa verdadeira aventura para os motoristas, onde todo cuidado é pouco e toda atenção é válida para fugir do risco permanente de acidente. 

Particularmente nos horários de maior movimento, os veículos ‘trançam’ uns na frente dos outros e, parafraseando o filme de Andrew Cymek, ‘O Perigo Mora ao lado”  – ‘o perigo mora ao lado…do seu carro’, tendo em vista as frequentes ‘raspadas’ e encontrões de quem vem do lado esquerdo e precisa virar para a direita, e vice-versa.  

Liderando o ranking de passíveis acidentes, vemos o exemplo de quem vem da Nilo Peçanha – saindo da área central da cidade – em direção ao Shopping Estrada, ou condomínios localizados em seu entorno ou, ainda, quem segue para Macaé, Rio, etc. Nesta configuração, o carro precisa esgrimir com quem chega da Arthur Bernardes em direção ao Boulevard Shoppping. Ou seja: um terá que cruzar na frente do outro.  

Ainda na mesma simulação, ao sair da rotatória também em direção ao Shopping Estrada, o veículo ‘enfrenta’ os carros – principalmente carretas – que estão vindo, por exemplo, de Vitória para o Rio, geralmente em alta velocidade porque seguem o fluxo da própria mão. Neste caso o motorista tem que ter atenção redobrada para calcular o tempo certo de atravessar e se antecipar ao ‘invadir’ a pista de quem vem. 

Pior ainda são os carros de passeio e caminhões que chegam do Rio e entram na rotatória em direção a Guarus. Estes, em ritmo de viagem, normalmente não param e atravessam a pista de um lado para o outro, da mesma forma cruzando com os que chegam da Nilo Peçanha.  

Enfim, várias outras situações são de risco iminente, e apenas algumas poucas direções não apresentam perigo. Como o fluxo só aumenta, a possibilidade de acidente acompanhado de engavetamento é constante, o que sugere que se use parte do enorme canteiro – que não é praça, mas um trevo gramado – para a construção de novas faixas de aceleração. 

Há cerca 12/14 anos, quando reformulada, a rotatória assimilava fluxo de carro infinitamente menor que o atual. Não existiam as dezenas de condomínios nas imediações do Shopping Estrada, nem os demais atrás do Boulevard e tampouco o próprio Shopping. A Arthur Bernardes, então, era quase uma estrada – sem as dezenas e dezenas de empreendimentos comerciais e residenciais que fizeram aumentar exponencialmente o trânsito naquela área. 

O Parque Rodoviário apenas começava a se expandir e não haviam sido erguidos o Fit Espaço Vivai, outros condomínios e os grandes supermercados hoje instalados naquela área. Logo, a rotatória, então capaz de absorver o trânsito, atualmente está estrangulada, sem falar no congestionamento entre o ‘Trevo do Índio” e o Boulevard, que em certas horas fica praticamente intransitável. 

Se por parte da concessionária do governo federal ou da Prefeitura de Campos, alguma coisa precisa ser feita. Ou viadutos, ou novas pistas usando o vasto gramado do trevo ou, ainda, a modalidade trafic calming, em que uma grande rotatória é transformada em quatro menores interligadas (como se vê em alguns cruzamentos em Vitória) nas quais os carros saem de uma e entram na outra, seguindo sempre na mesma mão, sem que atravessem uns na frente de outros.