A tragédia da morte materna

Opinião
Por Editorial
24 de outubro de 2021 - 0h02

A reportagem especial desta edição, do jornalista Ocinei Trindade, trata de um assunto altamente pertinente às mulheres. Refere-se ao aumento de mortes de gestantes e puérperas nos últimos anos.

É um assunto tão relevante que fez acender a luz vermelha no Ministério Público Estadual. Essas mortes são monitoradas em todo o estado, e Campos está acima da média. Contudo, não se deve apontar o dedo em direção a hospitais e demais áreas de saúde, até porque o assunto ainda está sendo criteriosamente apurado.

Fato é que esse tipo de mortalidade tem que ser freada. As vítimas são geralmente mulheres pobres e pretas, sem acesso aos serviços básicos de saúde, como consultas médicas e exames clínicos durante o pré-natal.
Reforçar a rede de proteção médica destas mulheres mais vulneráveis econômica e socialmente deve ser um compromisso assumido por todos os prefeitos, visando a saúde de todas as mulheres em todos os níveis, mas quando se trata de mulheres grávidas, o cuidado, logicamente, deve ser redobrado, são duas vidas afinal. Compromisso esse que tem que ser cobrado.

A OMS define a “morte materna” como o óbito de mulheres durante a gestação, puerpério ou período que se estende até 42 dias após o término da gestação. Na vida real, são mulheres que não mais serão mães e cujos filhos, muitas vezes, não chegarão a nascer.