PM baleado em assalto segue internado no CTI em estado estável

Suspeito de efetuar os disparos foi preso e também está internado com um tiro na perna; delegado concedeu coletiva sobre o caso

Polícia
Por Redação
21 de julho de 2021 - 16h06
Delegado Pedro Emílio concedeu entrevista coletiva nesta quarta (Foto: Silvana Rust)

O policial militar, de 42 anos, baleado durante um assalto ocorrido na tarde da última segunda-feira (19), no Parque Rio Branco, em Campos, segue internado em estado estável no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Ferreira Machado (HFM), conforme boletim médico divulgado pela unidade hospitalar na tarde desta quarta (21). O delegado titular da 146ª Delegacia de Polícia (Guarus), Pedro Emílio Braga, responsável pelas investigações do crime, concedeu coletiva de imprensa também nesta quarta, quando detalhou que a vítima foi surpreendida pelas costas pelo assaltante empunhando um revólver calibre 38. Para o delegado, ainda não está claro se o suspeito, que não teve o nome divulgado pela Polícia Civil, teria atacado o militar para roubar a arma ou o cordão de ouro. Ele foi detido na noite dessa terça (20), escondido na casa da irmã, no Parque Guarus.

O policial militar Gonçalves foi baleado pelas quando estava em frente a sua casa, na companhia do cunhado. Dois homens chegaram de moto, anunciaram o assalto e roubaram um cordão de ouro da vítima. Os bandidos teriam visto a arma do policial na cintura e atiraram. O cunhado da vítima não foi atingido e a arma do PM, uma pistola Glock, foi roubada e ainda não foi recuperada. Durante a ação, que culminou em uma luta corporal com o cunhado da vítima, o suspeito acabou atingindo a si mesmo na perna. Horas após o crime, o suspeito foi preso e encaminhado ao Hospital Geral de Guarus (HGG) e posteriormente transferido para o HFM, onde permanece sob custódia da Polícia Militar.

Durante a coletiva, o delegado revelou que, durante as diligências, foram encontradas roupas que o suspeito estaria usando, imagens que constatariam a tentativa de latrocínio e uma moto usada no momento do crime. Pedro Emílio ainda destacou que o suspeito tinha um mandado de prisão por um roubo realizado em uma casa lotérica, em Guarus.

Antes de ser preso, o suspeito procurou o Ministério Público para intermediar sua apresentação às autoridades policiais. O MP, por sua vez, fez contrato com o delegado. Uma mulher, que teria facilitado a fuga do suspeito, chegou a ser levada para a delegacia, mas foi liberada por ter colaborado com as investigações. Pedro Emílio descartou a participação de um segundo homem no crime.