Empatia pela vida

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Opinião
Por Editorial
6 de junho de 2021 - 0h05

Em tempo de milhares de mortes no atacado por conta da pandemia, a reportagem especial desta edição fala da luta pela vida a partir de transplantes de órgãos, o que infelizmente no Brasil ainda é uma solução no varejo. Mas os resultados no estado do Rio são positivos.Talvez essa tragédia aumente a empatia sobre a vida, e o número de doadores de órgãos cresça.


Vamos mostrar que o Programa Estadual de Transplante (PET) nunca esteve tão atuante quanto em 2020, em plena pandemia do coronavírus. E embora tenha dado uma freada em 2021, não faltam histórias para contar.
Relembrar que em Campos, um braço do PET funciona no Hospital Ferreira Machado. É o Norte Fluminense Transplante (NF-Transplante), que ocupou o terceiro lugar, até o ano passado, em número de doações de órgãos em todo o Estado do Rio de Janeiro.

É preciso nestes tempos em que percebemos que a vida nunca valeu tanto, e ao mesmo tempo perdemos tantas delas, intensificar a cultura das doações de órgãos, um trabalho de conscientização não só de quem pretende doar, mas também de suas famílias, de quem geralmente vem a palavra final.
Doar é, antes de tudo, um ato de amor e tem muita gente e entidade se dedicando a isso como a Associação Amigos do Rim em Campos. É um momento fértil para uma reflexão sobre isso. Estamos nos corroendo com as filas para ter acesso a uma UTI nestes tempos de pandemia, lembrando que existe uma outra grande fila à espera de doação de órgão.