Wladimir tenta aprovar pacote de medidas polêmicas na Câmara

Projetos incluiriam cortes de gratificações, adicionais de insalubridade, entre outros; Siprosep já se posicionou contra

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Por Redação
19 de maio de 2021 - 16h48
Prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (Foto: César Ferreira)

Os vereadores da Câmara de Campos devem votar, nas próximas semanas, um duro pacote de medidas que já causa polêmica enquanto ainda está em fase de elaboração pelo governo municipal. Segundo bastidores da Câmara, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) deve ir pessoalmente à Casa de Leis tentar angariar votos favoráveis dos vereadores ao pacote.

O Jornal Terceira Via fez contato com a Prefeitura de Campos para saber mais detalhes sobre o pacote de medidas. Porém, apesar dos vários questionamentos feitos pela reportagem, o órgão se limitou a informar apenas “que os projetos se encontram em fase de elaboração e discussão para depois serem encaminhados para a Câmara de Vereadores”.

A prefeitura não confirmou, mas a respeito das medidas de austeridade a serem tomadas pelo governo já se fala em aumento da alíquota do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), que subiria de 2% para 3% e ainda vários cortes em todos os órgãos da prefeitura. Entre os cortes estariam as gratificações, adicionais de insalubridade e adicionais de substituição dos servidores públicos. O Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep) já se manifestou contra os supostos cortes.

Em nota oficial, o Siprosep se manifestou contra as medidas e citou ainda salários defasados e desgaste dos profissionais da Saúde. Veja trecho da nota. “Os servidores estão com salários defasados, faltando EPI, na linha de frente sem o mínimo de condições de trabalho e corte de direitos é visto como uma crueldade e falta de respeito. Gratificações e insalubridades nos atendimentos de urgência e emergência são direitos legais diante do risco de vida que os servidores correm na rotina do trabalho”.

Em outro trecho, eles citam mais dificuldades. “A substituição é a nomenclatura da hora extra na saúde, que se faz necessário para a continuidade do atendimento a população nas unidades de urgências e emergências, e trocar os servidores experientes em plena pandemia por RPAs, não é visto pelo sindicato como um ato responsável, pois os servidores foram treinados no início da pandemia, e ao longo desses 14 meses obtiveram experiências de como lidar com esse momento, e agora na situação atual da pandemia colocar RPA inexperiente não pode ser visto como economia e sim como um ato muito arriscado. O valor da retirada da hora extra, não é o valor da economia, pois estão contratando RPAs. Será que o governo acha mais importante a economia do que a vida? Nesse ato a população também será atingida”, informou a nota.