Produção extrativa amortece danos na economia fluminense

Avaliação do economista e diretor do Nuperj, Alcimar das Chagas Ribeiro, foi divulgada em boletim da Uenf

Economia
Por Redação
7 de agosto de 2020 - 18h46

 

Refinaria da Petrobras (Foto: Arquivo/Ilustração)

Mesmo no momento de grande expectativa de recessão econômica, em função da crise sanitária do coronavírus, o estado do Rio de Janeiro não demonstrou cuidados com a execução orçamentária. As despesas correntes liquidadas cresceram 8,43% no primeiro semestre de 2020, enquanto as receitas correntes realizadas caíram 3,08% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As despesas com pessoal e encargos cresceram 3,97% no período, enquanto outras despesas correntes cresceram 20,0% no semestre. Tudo indica que o exercício de planejamento está distante da prática de execução orçamentário do estado, já que a orientação deveria ser para uma contração do custeio, o que não ocorreu.

No setor produtivo, o estado viu uma queda de 2,8% na produção industrial no período de janeiro a maio, que foi amortecida pelo crescimento de 19,9% da produção extrativa. O setor petrolífero evitou um maior desastre, enquanto a indústria de transformação caiu 6,1% no mesmo período, na comparação com o mesmo período do ano passado. A fabricação de veículos caiu 35,5% a de alimentos caiu 27,4% e a fabricação de borracha e material plástico caiu 25,6% no período.

O volume de vendas caiu 3,7% no período de janeiro a maio, a atividade de serviços retraiu 5,5% no mesmo período, na comparação com o ano passado. Já a movimentação de emprego formal no primeiro semestre desse ano, eliminou 184.928 vagas de trabalho, número equivalente a 15,43% das vagas eliminadas no país, no mesmo período.

No comércio exterior, as exportações concentradas em 73% em negócios com óleo bruto de petróleo caíram 16,0% no primeiro semestre. As importações, com concentração de 38% em negócios de plataformas; 8,8% em instalações de engenharia civil e 11,0% em obras de ferro ou aço, cresceram 67,7% no período.

Fonte: Ascom Uenf/Nuperj