Menina autista com tumor no cérebro precisa de ajuda para realizar tratamento de radioterapia

Irmãos fizeram 'vaquinha online' para arrecadar dinheiro para arcar com anestesias. Tumor de grau máximo é inoperável.

Solidariedade
Por Ulli Marques
8 de junho de 2020 - 14h54

Se a pandemia tem apavorado todos que precisam de um tratamento de saúde nesse período, imagine descobrir que sua irmã de 6 anos, que é autista, tem um tumor grau 4 no cérebro e precisa se submeter a diversos procedimentos médicos sem que a família tenha recursos financeiros para arcar com esses custos… Foi essa a notícia que os irmãos Jeniffer e Jhonathan Tavares Vianna, de 22 e 27 anos, receberam no dia 6 de maio. Eles decidiram, então, fazer uma “vaquinha online” a fim de angariar doações para pagar as anestesias que são necessárias para a realização do tratamento de radioterapia. As doações podem ser feitas por meio deste link: http://vaka.me/1104985

Bárbara é autista e, devido a essa condição, tem dificuldade para se expressar verbalmente. O tumor foi descoberto somente quando a família notou que a menina já não conseguia andar sem se apoiar nos móveis. Levaram-na a um hospital particular de Campos e lá a família soube que a menina tem um glioma difuso de ponte em grau máximo no tronco cerebral, área responsável por todas as funções do ser humano, como falar, ver e andar.

Por estar localizado nessa área do cérebro, não é possível remover o tumor por meio de cirurgia. O tratamento deve ser feito, portanto, por meio de radioterapia. Segundo os médicos, a pequena Babi precisa passar por 30 sessões desse procedimento e, devido às suas condições médicas, isso só é possível caso ela esteja anestesiada. Cada anestesia custa R$950. Cinco anestesias já foram pagas com a ajuda de familiares, mas restam outras 25, além dos custos com medicamentos e cuidados especiais que a menina precisará após sair do hospital. Os irmãos da Babi, Jeniffer e Jhonathan, criaram a Vakinha online e colocaram uma meta de R$25.000. Até o momento, eles já arrecadaram R$ 6.605,00.

Jeniffer, que é professora de Português, escreveu um comovente texto contando detalhes sobre a descoberta do tumor e o tratamento na perspectiva da irmã mais nova. O texto está publicado no site Vakinha Online. Ela ainda criou uma conta no Instagram para compartilhar o progresso da irmã: @recuperababi.

Desde o final do mês de maio, Bárbara foi transferida para um hospital na Tijuca, na capital do Estado do Rio. A internação é paga pelo plano de saúde que a menina tem direito como dependente do irmão, que é recepcionista em Campos.

“Aqui estamos recebendo toda assistência necessária. Até poque, minha irmã é autista e há muitas particularidades que devem ser levadas em conta durante um tratamento em uma criança que tenha essa condição”, explicou; e acrescenta: “O mais triste é que a nossa irmãzinha não é mais a mesma. Isso é muito triste. A gente tinha uma criança de 19 quilos alegre, que corria pela casa inteira. Agora ela engordou bastante devido aos corticoides e está tão fraquinha… Estamos correndo contra o tempo e acreditando muito, tendo muita fé que ela vai se recuperar”, declarou Jeniffer.