EDITORIAL | Prova de coragem diante do medo

Em uma guerra que ainda não vencemos, esses profissionais já podem ser definidos como verdadeiros heróis

Opinião
Por Redação
7 de junho de 2020 - 0h01

Qualquer pessoa com o mínimo de entendimento sabe que a expressão “Linha de Frente”, que aflorou na pandemia do coronavírus, se refere aos múltiplos profissionais da área de Saúde, embora existam outros como os da área de Segurança Pública, empregados de supermercados, farmácias, enfim, todos que trabalham para que a imensa maioria possa cumprir o isolamento social. Porém, os que mais salvam vidas e, paradoxalmente, os que mais perdem as suas são os profissionais da Saúde.

O assunto tem sido recorrente nas reportagens especiais do Terceira Via, exatamente por ser inesgotável, existindo a necessidade de valorizar sempre esses profissionais. As jornalistas Ulli Marques e Mariane Pessanha brilhantemente desenharam a rotina que a manchete deste jornal definiu como“Profissão Perigo”.

Em Campos, 300 pessoas se recuperaram de Covid-19. Números expressivos, alcançados graças aos esforços destes profissionais da Saúde que se dedicam a uma jornada de trabalho cada vez mais intensa e desgastante, para salvar vidas, colocando as suas e as de seus familiares em uma zona de risco. A reportagem mostra o empenho e a dedicação para recuperar àqueles que se contaminaram.

Em uma guerra que ainda não vencemos, esses profissionais já podem ser definidos como verdadeiros heróis. Eles certamente têm sido tão importantes, quanto os respiradores e os leitos de UTIs cada vez mais escassos.

A reportagem acompanhou a rotina de uma médica, uma enfermeira e uma técnica de enfermagem. As três estão na boca do leito dos infectados e mostram como transformar o medo em coragem e desta forma enfrentar o maior inimigo público de várias gerações.