Hospital de Campanha de Campos pode ser desmontado nos próximos dias, diz secretário de saúde do estado

Caso se confirme o desmonte, expectativa é que o Estado faça uma parceria com a rede contratualizada do município

Geral
Por Bernardo Rust (Estagiário)
22 de maio de 2020 - 12h19

Foto: Reprodução/TV Globo

O Hospital de Campanha do Governo Estado do Rio de Janeiro, que teve inauguração prevista no dia 30 de abril e segue desde então sendo adiada, pode nem mesmo chegar a funcionar. O investimento que seria feito no hospital deve ser disponibilizado para uma parceria entre o poder público e a rede contratualizada do município.

A informação veio à tona no final da manhã desta sexta-feira (22) e causou grande revolta na população, principalmente pelo alto valor do hospital que girou em torno de R$60 milhões. Porém, até o momento, nenhum equipamento chegou até a unidade de campanha, que começou a ser levantada na primeira quinzena de abril.

O secretário de saúde do Estado, Fernando Ferry, afirmou em entrevista a Tv Globo, na manhã desta sexta-feira, 22, que o estado está analisando uma possível parceria com a rede contratualizada. “Estou fazendo um levantamento em todas as cidades do Estado para sabe qual é o custo operacional de internações em leitos de hospitais particulares junto com a minha equipe para saber o que é mais viável financeiramente. Se é dar sequência aos hospitais de campanha com menos de 30% das obras concluídas ou se é melhor suspender as obras e alugar leitos em hospitais particulares”, afirmou Ferry.

O deputado estadual, Filippe Poubel (PSL), visitou o Hospital de Campanha na segunda-feira (18), mais de um mês depois da data em que o hospital começou a ser montado. Poubel flagrou que não existia nenhum equipamento dentro da unidade. As imagens circularam nas redes sociais e fez com que a população ficasse indignada com toda a situação.

A pergunta que fica é: Qual será o tempo de vida útil do hospital? Já que a expectativa é que os casos comecem a diminuir no Brasil e no Estado do Rio na segunda quinzena do mês de junho e início do mês de julho. Isso se de fato o hospital vier mesmo a sair do papel, o que não é nem certo de acontecer.

O Jornal Terceira Via entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e aguarda uma posição do órgão para saber se o Hospital de Campanha sairá do papel e se caso não saia, a parceria será feita com a rede contratualizada do município, através dos hospitais filantrópicos.

Fila no Centro de Combate ao Coronavírus

Em meio ao possível desmonte do Hospital de Campanha em Campos, a fila no Centro de Combate ao Coronavírus, que funciona anexo a Beneficência Portuguesa, registrou grande procura nesta quinta-feira (21), o que indica um possível aumento nos casos de covid-19 no município.

A equipe do Jornal Terceira Via flagrou a situação enquanto esteve no local fazendo a cobertura da entrega de 15 respiradores a Prefeitura de Campos, que passaram por manutenção a custo zero, proporcionada pelo Comitê de Responsabilidade Social e Ações Humanitárias do Porto do Açu, composto pelas empresas Porto do Açu Operações, Açu Petróleo, Ferroport e GNA.

A imagem foi capturada pela nossa repórter, Taysa Assis.