EDITORIAL | O simbolismo do toque de recolher contra o coronavírus em Búzios

Fora da temporada de verão, a vida noturna em Búzios em situação normal é de pouco movimento

Opinião
Por Editorial
11 de maio de 2020 - 15h45

Cidade está vazia (Foto: divulgação)

A partir da noite de hoje (11/5), os moradores de Búzios não poderão circular nas ruas e praias da cidade das 23h às 6h, por causa da pandemia. A prefeitura instituiu o toque de recolher, que parece não fazer muito sentido, dando o entender que neste horário, entre a madrugada e o nascer do dia, o risco de contágio seria maior.

O correto ela já estava fazendo que é o isolamento social. Fora da temporada de verão, a vida noturna em Búzios em situação normal é de pouco movimento. Mas por se tratar de um dos balneários mais famosos do mundo, o toque de recolher tem um simbolismo: estamos mesmo em uma guerra.

E isso serve de alerta para todas as cidades do interior do Rio de Janeiro, para onde os casos estariam migrando, segundo alguns especialistas. Mas se cada uma dessas cidades estiver seguindo o isolamento social, não será preciso se socorrer ao pânico.

Os números oficiais revelam que apenas três municípios do estado não têm casos de coronavírus, e 30 outros têm poucos casos sem nenhuma morte. Não se vê então motivos para afirmar que os casos estão migrando para o interior.

Niterói na Região Metropolitana começou hoje e jogar mais pesado e até a temperatura das pessoas está sendo aferida nas entradas da cidade. Os que apresentarem febres são encaminhados para unidades primárias de saúde.

Voltando a Búzios, o toque de recolher parece pouco eficiente, já que a imensa maioria vai estar realmente em casa dormindo. Mas não deixa de simbolicamente retratar uma guerra, a qual estamos perdendo.