A velha nova realidade 

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Por Viny Soares
8 de maio de 2020 - 14h49

Não é de hoje que falamos de uma realidade financeira no município de Campos e todos se negavam e ainda se negam a acreditar. A falência de estados e municípios que já vem sendo anunciada faz com que eles busquem alternativas para criar novas fontes de receitas para além dos royalties que, por hora, teve a sua audiência de partilha adiada. Hoje, a pandemia causada pelo novo coronavírus nos trouxe uma antecipação de uma queda brusca nas receitas, que levam muitos governos a fazer cortes.

 

É fato que todos temos nossos direitos, todas as instituições têm os seus valores, mas o que tem valor mesmo hoje é a vida que, por hora, tem sido colocada em risco por muitos. Quero falar de Campos que errou no passado e, hoje, pagamos caro por esses erros. Sem um fundo de sobrevivência para um pós-recurso finito, as pessoas se negam a enxergar e acreditar ou, penso eu, que seja mais fácil pegar carona num “discurso” pronto para não ter o simples trabalho de pensar.

 

Aproveitar momentos como esse para fazer política, para ficar se cobrindo de vaidade é cruel, é injusto com os mais de 500 mil habitantes da nossa planície. A administração pública não é feita de uma única instituição e sim as instituições são feitas pela administração pública que tem o dever de encontrar os melhores caminhos para o desenvolvimento e crescimento de seus braços. Sou sensível aos CNPJ’s sim, os privados e principalmente os públicos que hoje correm risco de vida – mas penso eu – não temos que nos resguardar, salvar as nossas vidas para que possamos num futuro próximo recolocarmos em funcionamento!?

 

Por anos venho tentando mostrar que uma nova era se aproximava, que num futuro próximo os valores seriam outros, que a maneira de se consumir seria outra, que era é preciso  repensar os nosso próprios valores para que não sejamos esquecidos. Se as pessoas não acordarem agora, em breve, muito breve será tarde demais para ter espaço junto àqueles que saíram na frente. Não é hora de exigir para si, é hora de exigir pelo coletivo.