Sesc Mineiro confirma que não manterá funcionamento da unidade em Grussaí

Uma reunião na sede do hotel na manhã desta quarta-feira pegou muita gente de surpresa

Geral
Por Bernardo Rust (Estagiário)
6 de maio de 2020 - 13h12

O Sesc Mineiro de Grussaí, em São João da Barra, deverá fechar as portas de maneira definitiva. A medida foi comunicada aos funcionários em uma reunião na sede do hotel na manhã desta quarta-feira (6) e anunciada por uma rádio em Grussaí. A notícia pegou muita gente de surpresa, principalmente os trabalhadores e a população sanjoanense.

Durante a tarde, a assessoria de imprensa do Sesc mineiro confirmou que não manterá em funcionamento a unidade de Grussaí. O motivo é uma série de adequações estruturais pela qual passa a administração do Sesc, em Minas. “A decisão foi tomada unanimidade pelo Conselho Regional do Sesc em Minas, considerando, entre outros aspectos, os elevados custos de manutenção de uma unidade de 1.800.000 m², com vocação exclusivamente turística e a localização fora do território mineiro”.

O Sesc Mineiro informou também que “diante do cenário atual do país e dos recentes acontecimentos mundiais, que estão provocando uma forte queda na atividade econômica, o Sesc voltará seus esforços, em especial, para os Programas Educação e Saúde, entre outras atividades fundamentais para a população”.

Notícia em Rádio

De acordo com o locutor da Rádio Grussaí FM, Fabrício Nani, apenas os funcionários do setor administrativo seguirão trabalhando até que todo o processo de fechamento seja concluído. “Os funcionários foram surpreendidos com essa notícia logo pela manhã. O Sesc, por anos e anos foi quem levou o nome da Praia de Grussaí e do município de São João da Barra para todo o país. Estima-se que a unidade tenha 700 funcionários e causará um enorme impacto em toda região”, declarou Fabrício.

Até então, o hotel tinha sido fechado temporariamente por conta da Covid-19, segundo informação no site oficial do Sesc MG.

O Sesc Mineiro de Grussaí foi fundado no ano de 1979 e até os dias atuais era o maior hotel/clube da Região Norte Fluminense e um dos maiores do Estado do Rio de Janeiro. Era visitado principalmente por moradores do Estado de Minas Gerais que buscavam a tranquilidade se hospedando no local.

Foi durante muitos anos a principal fonte de renda da localidade, até a chegada do Porto do Açu.