Editorial | O vírus que ameaça a todos

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Opinião
Por Aloysio Balbi
22 de março de 2020 - 0h01

Desde a 2ª Grande Guerra, no início do século e também da Gripe Espanhola que, na verdade, tem origem nos Estados Unidos, o mundo vive o seu maior drama coletivo. E não há como minimizar o efeito coronavírus no que diz respeito às vidas que ele está tirando.

A reportagem Especial desta semana produzida pelos jornalistas Priscilla Alves e Letícia Nunes, mostra o que está sendo feito em Campos para enfrentar esse inimigo público número 1 do mundo neste momento.

Projeções feitas pelo jornal norte-americano NY Times, os Estados Unidos com 300 milhões de habitantes devem ter 50% deste total contaminado, mas isso não significa mortes. A projeção do número de mortes é de 1 % dos infectados.

Aplicando essa projeção no Brasil, 100 milhões de brasileiros seriam contaminados e 1% deste total se traduziria em mortes. Melhor frisar que essa é o que os especialistas chamam de previsão conservadora, ou seja otimista.

O mundo está apavorado com a devastação que o coronavírus provoca em países como Itália, Espanha e no Irã. Temos que confiar na ciência e, faltando menos de um mês para a Semana Santa, ter fé. Não sabemos exatamente ainda como, mas o mundo vai superar isso.

O mundo vai tirar lições diversas sobre essa catástrofe, tanto no ambiente socioeconômico quanto na área da ciência. Mas algumas lições já estão sendo tiradas, umas de forma antagônicas, pois temos todos que nos isolar socialmente no sentido físico da palavra e nos unirmos socialmente no sentido amplo dela.