Brasil tem 1.128 casos confirmados de novo coronavírus e, a partir de agora, casos leves passarão a ser testados

Balanço federal aponta 18 mortes pela Covid-19, sendo 15 delas em SP e 3 no Rio de Janeiro

País
Por ASCOM
21 de março de 2020 - 18h57

O Brasil tem 1.128 casos confirmados de novo coronavírus e 18 mortes, disse o Ministério da Saúde neste sábado (21). A taxa de mortalidade é de 1,6%.

A maioria dos casos, 459, está no estado de São Paulo, onde também foi registrado o maior número de mortes até agora: 15. As outras 3 foram no estado do Rio de Janeiro.

Roraima é o único estado que não teve casos confirmados até a tarde deste sábado.

Testes serão feitos em casos leves

“Estamos adquirindo um volume de testes significativo para que na próxima semana, daqui a 8 dias, tenhamos 5 milhões de testes rápidos para distribuição em todo o Brasil, para iniciarmos a realização (de testes) em casos leves”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira. “Vai aumentar muito a velocidade de diagnóstico em todo o Brasil.”
Até então, somente pacientes com sintomas graves eram testados.

O ministério informou que todos os 1.128 casos foram confirmados por testes laboratoriais. Foram distribuídos, até agora 27 mil testes para todo o Brasil, mas não há informação sobre o número de testes realizados.

Também não há um número de pessoas internadas com a doença. Oliveira disse que esse dado será informado na próxima entrevista do ministério, neste domingo (22).

Casos suspeitos
O secretário-executivo do ministério, João Gabbardo, afirmou que o governo federal não está mais divulgando o número de casos suspeitos porque a transmissão já é comunitária, quando não é possível saber de quem a pessoa contraiu o vírus.

“Com a transmissão comunitária, qualquer brasileiro que apresentar síndrome gripal poderá ser considerado um caso suspeito”, afirmou Gabbardo.
A plataforma que exibe os dados do Ministério da Saúde sobre a epidemia, que está fora do ar, será retomada na próxima quinta-feira (26) “com mais funcionalidades e informações” do que antes, disse Oliveira.

Fonte: G1