Rios da região transbordam novamente após fortes chuvas desta quinta-feira

O Rio Pomba e o Rio Muriaé, principais afluentes do Rio Paraíba do Sul, transbordaram durante a madrugada desta sexta

Geral
Por Bernardo Rust (Estagiário)
14 de fevereiro de 2020 - 12h39

As fortes chuvas que caem na Zona da Mata mineira desde o início da semana, fizeram com que o Rio Paraíba do Sul, em Campos, aumentasse o nível. Isso porque, as águas do Rio Muriaé, principal afluente do Paraíba, chegam com muita força ao leito do rio.

No Centro de Campos por exemplo, já é possível notar que o rio está com um grande volume de água. O Cais da Lapa por exemplo, que em dias normais serve de estacionamento para carros e ônibus, foi totalmente tomado pelas águas. Na manhã desta sexta-feira (14), o Paraíba atingiu a marca de 9.5 metros segundo a Defesa Civil de Campos.

Nas últimas 24 horas, o rio subiu aproximadamente dois metros. Vale lembrar que, a cota de transbordo do Rio Paraíba do Sul em Campos é de 10,40 metros. De acordo com a Defesa Civil, se o rio atingir a marca de 10 metros, os agentes do órgão começarão a visitar áreas em que população ribeirinha residem.

Porém, segundo o Major Edson Pessanha que é o responsável pela Defesa Civil do município, a expectativa é de que o rio suba mais 10 centímetros até às 16h e no final da tarde desta sexta e que as águas se estabilizem e começem a baixar pouco a pouco durante a madrugada deste sábado (15).

“Estamos monitorando a situação das chuvas em Muriaé e na região Noroeste Fluminense. Como não há previsão de chuva para essas regiões, a expectativa é de que o Paraíba receba um pouco mais de água e, no final da tarde, começe a estabilizar e a diminuir gradativamente o seu nível até chegar a normalidade”, destacou.

Major Edison Pessanha informou que a tendência é que o Rio Paraíba do Sul comece a baixar na madrugada deste sábado (Foto: JTV)

Por volta das 11h, uma nova medição foi feita e o rio apontava 9,24 metros. Pessanha confirmou que agentes do órgão estão monitorando o Paraíba de hora em hora.

Perguntado sobre a situação de Três Vendas, Pessanha informou que a situação está sob controle na localidade. “Estamos monitorando a situação em Três Vendas e, por enquanto, está tudo sob controle. O rio segue dentro de sua normalidade e ainda não há riscos para as familias no local”, confirmou.

No último dia 28 de janeiro, o Dique da Boianga se rompeu na localidade de Três Vendas e aproximadamente 40 famílias foram retiradas de suas casas. Um helicóptero da Marinha do Brasil e outro da Polícia Civil pousaram em um campo de futebol do distrito e levaram galões de água para a população.

Por pouco, o dique principal de Três Vendas não rompeu. A Prefeitura de Campos precisou agir rápido para conter o dique. Caso contrário, a localidade ficaria inundada em menos de quatro horas.

Esse dique principal se rompeu parcialmente e há risco de ruptura total dele. Se isso acontecer, em menos de quatro horas Três Vendas ficará alagada. Por isso concentramos esforços para reforçar a estrutura desse dique. Também estamos tentando convencer os moradores a deixarem suas casas, mas a maioria se recusa”, ressaltou o major Leandro Paiva no dia 28.

Carros estacionados quase dentro d’água no Cais da Lapa (Foto; JTV)

Região Noroeste Fluminense

A Região Noroeste Fluminense, que também sofreu com as chuvas da última semana de janeiro, voltou a sofrer com as fortes chuvas registradas principalmente entre a noite de quarta-feira (12) e a madrugada desta sexta-feira (14).

Em Itaperuna por exemplo, bairros como o Centro, Cidade Nova, Vinhosa, João Betim e Niterói, estão com ruas alagadas. O Hospital São José do Havaí, que é referência da região, está inacessível, já que a rua que da acesso a unidade está totalmente tomada pelas águas.

A rodoviária da cidade, também está inundada e, quem deseja sair da cidade, está encontrando dificuldade de chegar até o local.

Em Pádua a situação é ainda mais preocupante. O Rio Pomba que corta o município está 1,11 metros acima da cota de transbordo. Vários bairros do município estão inundados. O nível do rio já é superior ao registrado em janeiro, quando atingiu a marca de 6,06 metros. Nesta sexta, o Rio Pomba chegou ao nível de 6,11 metros. Um hospital do município precisou ser evacuado nesta quinta-feira (13) devido a inundação.

Já em Italva, outro município da região que foi afetado pelas fortes chuvas do mês passado, a cota do Rio Muriaé está 30 centimetros acima da cota de transbordo. Ás 7h da manhã desta sexta, o rio estava com 4,50 metros. A previsão é de que o rio continue subindo até a parte da tarde e começe a baixar no início da noite, já que não há previsão de chuvas fortes para a região nas próximas horas.