Deputados da Alerj requerem CPI para investigar água da Cedae

Grande Rio vive crise no abastecimento de água

Estado do RJ
Por Bernardo Rust (Estagiário)
5 de fevereiro de 2020 - 8h32

Deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) já conseguiram reunir 28 assinaturas requerendo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os motivos que levaram à queda brusca na qualidade da água da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). O requerimento, que precisava de um mínimo de 24 assinaturas, foi protocolado nesta terça-feira (4), primeiro dia da nova legislatura, mas encontra resistência do presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), a quem cabe o poder de instaurar a CPI.

A iniciativa foi do deputado Luiz Paulo (PSDB), logo apoiada por outros deputados.

“Precisamos ter um diagnóstico correto, levantar responsabilidades e propor soluções de curto e médio prazos. Temos um parque de geosminas que é um composto liberado por algas que dá sabor de terra à água alimentadas por um sistema de esgoto que não é tratado na maioria dos municípios, na bacia do Guandu e ao longo de todo o rio Paraíba do Sul”, explicou Luiz Paulo.

Outro signatário da criação da CPI, o deputado Carlos Minc (PSB), ex-ministro de Meio Ambiente no governo Lula e ex-secretário estadual do Meio Ambiente, considerou imprescindível a criação da comissão de inquérito.

“Já assinei e faço questão de depor. É um problema seríssimo, e antigo, a falta de saneamento e segurança hídrica. Temos que estudar isso a fundo”, declarou Minc.

A crise na qualidade do abastecimento começou no início de janeiro e prossegue por mais de 30 dias, com a água apresentando forte sabor de terra, praticamente impossível de se consumir, forçando as pessoas a gastar com água mineral. O gosto é causado por um composto liberado por algas que se alimentam do esgoto jogado nos rios que vão desaguar na Estação Guandu, responsável pelo produção de água para cerca de 9 milhões de pessoas no estado.