Doações diárias ao Hemocentro do HFM estão 80% abaixo do ideal

O hemocentro precisa de todos os tipos sanguíneos, principalmente de O negativo

Região
Por Bernardo Rust (Estagiário)
24 de janeiro de 2020 - 8h28

Estoque está muito abaixo do necessário para atender à população (Foto:Arquivo/Divulgação)

Apesar dos esforços – como mandar mensagens por celular ou ligar pessoalmente para os doadores cadastrados – o Hemocentro Regional de Campos continua enfrentando uma queda crítica no número de doações, agravada pelo período de férias. Único banco de sangue público da região, o hemocentro atende o setor de emergência do Hospital Ferreira Machado (HFM), além de todos os hospitais de Campos e mais 16 outros municípios.

Nessa terça-feira (21), foram registradas apenas 18 doações, quando o número ideal para manter um estoque regular é de 70 doações por dia. Já nesta quarta-feira (22), apenas 20 pessoas compareceram ao hemocentro pela manhã. Na parte da tarde, a sala de coleta permaneceu vazia boa parte do tempo.

“Não podemos ficar sem doações”, desabafa a assistente social do hemocentro, Rosângela Soares. Ela lembra que é nas férias de verão que o número de acidentes de trânsito costuma aumentar, com necessidade de transfusão de sangue em alguns casos. “Dependendo da gravidade, um só paciente pode consumir várias bolsas de sangue”, explica.

Rosângela alerta a população para a necessidade de repor o estoque de sangue neste período de férias, quando ocorre queda das doações voluntárias. O hemocentro precisa de todos os tipos sanguíneos, mais notadamente de O negativo, usado em casos graves – acidentes de trânsito, vítimas de arma de fogo e arma branca -, quando não há tempo de fazer a tipagem sanguínea do paciente, devido a urgência no atendimento.