Branco no Réveillon: a cor que nunca sai de moda

Os colunistas do Jornal Terceira Via foram unânimes ao afirmar que não abrem mão do branco no dia 31 de dezembro

Entretenimento
Por Ulli Marques
31 de dezembro de 2019 - 11h40

Vitrine com roupas brancas
divulgação

Segundo aquela clássica canção de Wilson Simonal, para que a sorte mude, basta vestir azul. No entanto, ainda que todos esperem por mudanças positivas nos anos que estão por vir, não é o azul a cor tradicionalmente escolhida para estampar as vestimentas no Réveillon.

Sobretudo no Brasil, o branco é predominante porque representa paz, sentimento que, em tempos como os que vivemos, torna-se ainda mais necessário e, se alcançado por meio dessa superstição, pode fazer, de fato, a sorte de todos mudar. Acontece que, apesar a preferência, poucos sabem de onde surgiu esse hábito de vestir branco na virada do ano.

Diz-se que se trata de um costume oriundo da África, iniciado por religiosos que ofereciam oferendas à Iemanjá. Mas a cor, que também representa purificação espiritual, mostra-se conveniente não somente pela simbologia, mas também pela adequação ao local, uma vez que, no Brasil, é comum comemorar esta data na praia, onde roupas leves e de cores claras são uma aposta certeira.

Um levantamento feito em todas as capitais brasileiras pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que o tom preferido para a noite de ano novo continua, de fato, sendo o branco, citado por 37% dos que pretendem comemorar a virada.

Fábio Abud

O azul de Wilson Simonal que, de acordo com a psicologia das cores, representa tranquilidade e confiança no futuro, será opção de 8% dos entrevistados; e o amarelo, que para muitos simboliza dinheiro, é a escolha de outros 6%. Completam o ranking as cores vermelha, rosa, dourada e até mesmo a preta, cada uma com 3% das menções.

Carlos Frederico

Os colunistas do Jornal Terceira Via foram unânimes ao afirmar que não abrem mão do branco no dia 31 de dezembro. Carlos Frederico Silva, por exemplo, costuma vestir essa cor o ano inteiro. “Esse é um tom que adoro pela claridade e versatilidade. O branco é minha escolha quase que diária. No Réveillon não poderia ser diferente. Até porque, jamais usaria tons escuros nessa ocasião, mais por superstição mesmo, afinal, é sempre melhor prevenir do que remediar”, disse.

Fábio Abud, colunista social há 24 anos e sempre atento às tendências da moda, também opta pelo branco na virada do ano. Mas essa não é sua única superstição. “Eu também como sete uvas, sopa de lentilha e tenho outros segredinhos que não posso contar. Mas, com relação à roupa, além de preferir as cores mais claras, ainda faço questão de vestir algo pela primeira vez”, declarou. Ele não é o único. Ainda segundo a pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, mais da metade (54%) dos consumidores pretende comprar alguma peça de roupa, sapatos ou acessórios para festejar a chegada de 2020 —   número que chega a 59% entre as mulheres.

Amanda Coutinho

As colunistas de moda do Terceira Via Priscyla Bezerra e Amanda Coutinho também já escolheram o look desse Réveillon e nele, claro, predomina o branco. Amanda nunca passou a virada do ano vestindo outra cor e Priscyla também prefere esse tom, mesmo que não a favoreça. “O branco não está na minha cartela de coloração pessoal, que é Primavera Verdadeira ou Pura. Nessa cartela tem somente o Off White, que também é uma cor que adoro e que passa a mesma mensagem de paz, purificação e boas energias”, afirmou.

Gabriel Trindade

Gabriel Trindade, também colunista de moda masculina do Jornal Terceira Via, disse que pelo menos uma parte do look da virada tem que ser branca. “Geralmente passo o Réveillon como manda a tradição: todo de branco mesmo, porém este ano resolvi fazer diferente e apelar para as superstições. Fiz um teste de cores para o Réveillon em um site e o resultado para mim foi a cor amarela”, comentou ele que já tem o look escolhido: “Optei por total linho cru e havaianas pois ano novo é pé não areia, não é mesmo?”, brincou.