TRT-RJ considera irregular a paralisação de funcionários do Porto do Açu

Trabalhadores que permaneceram em greve poderão ser demitidos por justa causa

Região
Por Redação
14 de novembro de 2019 - 11h08

No dia 6, ônibus que levavam trabalhadores foram impedidos de entrar e funcionários que deixaram o serviço tiveram dificuldade de sair (Foto: Divulgação)

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) considerou, na última terça-feira (12), irregular a paralisação de trabalhadores das empreiteiras Andrade Gutierrez e Acciona, que atuam nas obras da Termoelétrica da GNA, no Porto do Açu, em São João da Barra. O movimento começou no último dia 6, com bloqueio de pistas que dão acesso ao empreendimento, e continuou esta semana. Os trabalhadores que permanecerem em greve estão sujeitos a demissão por justa causa.

A Acciona chegou a soltar comunicado interno, por mensagem de SMS, avisando que todos deveriam retornar normalmente às atividades a partir do dia 13, devido à decisão do TRT-RJ. Apesar disso, a adesão ao movimento grevista ainda seguia na quarta (13).

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliário de Campos (Sticoncimo), José Eulálio, explicou que a entidade é quem representa legalmente os trabalhadores que atuam no Porto. Segundo ele, a paralisação irregular estaria acontecendo com apoio de sindicalistas ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. Tais sindicalistas estariam interessados em assumir a representação da categoria.

“O TRT não só considerou ilegal a paralisação como reconheceu como ilegítimo o sindicato de Itaboraí. Sobre ele recaíra multa diária de R$ 30 mil, caso o movimento continue. Os trabalhadores que permanecerem em greve poderão ser demitidos por justa causa”, esclareceu José Eulálio, que participou de audiência no Ministério do Trabalho, na última terça, com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e representantes do sindicato de Itaboraí.

Trabalhadores estariam sofrendo ameaças dos grevistas para aderirem à paralisação. O comunicado divulgado pela Acciona aos seus colaboradores informava que a segurança no retorno às atividades será garantida pela Polícia Militar.

As reivindicações dos grevista incluem concessão de plano de saúde. Eles também estão preocupados com demissão em massa, já que as obras da Usina Termelétrica (UTE-1) estão quase concluídas.