Antigas terras das usinas Cupim e Barcelos são arrendadas para novos negócios

Negociação pretende gerar 500 empregos pós período da safra da cana-de-açúcar

Geral
Por Redação
16 de setembro de 2019 - 15h48

Usina de cana-de-açúcar (Foto: Silvana Rust/Arquivo)

Seis mil hectares de terras do Grupo Othon, que controlava as antigas usinas de Cupim e Barcelos, em Campos e São João da Barra, foram arrendadas pelo grupo MPE e pela Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro ( Coagro). O arrendamento, que foi firmado na última sexta-feira (13/09), será por nove anos, renováveis por mais nove anos.

A próxima etapa será o plantio de áreas para colher cerca de 100 mil toneladas de cana, num primeiro momento, com a geração imediata de 500 empregos diretos. “É a imediata geração de 500 postos de trabalho. Será muito importante porque justamente neste período as usinas paralisam suas atividades com o fim da safra. Com mais cana, a safra será prolongada, reduzindo o período de sazonalidade”, esclareceu Frederico Paes Presidente
da Coagro.

Nos próximos dias, o presidente da Coagro irá se reunir com o governador Wilson Witzel que durante visita a Campos se comprometeu a liberar recursos na ordem de R$ 30 milhões para projetos de irrigação. “ Iremos apresentar o projeto ao governador nos próximos dias”, disse Frederico Paes.

Usina Paraíso
Este ano, o Grupo MPE e a Coagro já havia anunciado uma parceria com a família Coutinho, que controla a Paraíso a fim ampliar a produção de cana com a incorporação das terras da unidade industrial localizada no distrito de Tocos. “ A irrigação deve ser o primeiro passo para reativar a Paraíso com a estimativa de 2,5 milhões de toneladas de cana, sendo 1,7 milhão para a Coagro, cabendo outras 800 mil toneladas à Paraíso. Mas esta meta só será cumprida com este sistema de irrigação. Terras não faltam para o plantio, falta a irrigação que virá e o produtor de cana se engajar neste projeto, porque os preços da cana estão bem razoáveis. Com a força do etanol, a rentabilidade da cana é maior do que na pecuária ou outras atividades ” explicou Renato Abreu, presidente do Grupo MPE que acrescentou que já está sendo providenciado licenciamento para começar em janeiro um parque de produção de 5 mil megawatts de energia fotovoltaica.