Vereadores que compõem CPI fazem visita técnica à sede do Fundecam nesta quinta

Objetivo da CPI é resgatar cerca de meio bilhão de reais e devolver aos cofres do município

Campos
Por ASCOM
17 de julho de 2019 - 15h58

Os vereadores Neném, Paulo Arantes, Jorginho Virgílio e Abu são membros da CPI (Foto: Divulgação)

Os vereadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal, que investiga irregularidades no Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), estarão nesta quinta-feira (18), na sede do órgão, para mais uma etapa das investigações que já duram 120 dias. Mais de dez pessoas já foram ouvidas. O objetivo da CPI é resgatar cerca de meio bilhão de reais e devolver aos cofres do município.

“Os membros da CPI, juntamente com a equipe técnica que auxilia nos trabalhos da comissão, irão fazer uma visita amanhã (quinta), às 14h30, na sede do Fundecam, para analisar contratos originais, atas de reuniões e demais documentos que acharmos pertinentes. Esta visita faz parte de uma das etapas do trabalho da CPI”, informou o vereador Jorgunho Virgilio (PRP), que preside a comissão.

A previsão é de que CPI tenha seu relatório concluído em 60 dias, prazo previsto para o fim da prorrogação que aconteceu no mesmo passado. A CPI foi instalada em março, com prazo de conclusão inicial de 90 dias, sendo estendida por igual período.

Jorginho considera positivo os trabalhos da CPI do Fundecam até o momento e disse que o principal objetivo é recuperar o dinheiro do suposto rombo no fundo entre as gestões de Arnaldo Vianna, que criou o Fundecam em 2001, até o fim do governo Rosinha Garotinho, em 2016.

“Após esta ida à sede do Fundecam, vamos analisar a necessidade de outras visitas. Ainda ouviremos mais pessoas que atuaram no fundo durante as gestões anteriores, além de outros tomadores de empréstimos”, informou Jorginho.

Além de Jorginho, também compõem a CPI os vereadores Abu (PPS), Luiz Alberto Neném (PTB), Silvinho Martins (PRP) e Paulo Arantes (PSDB).

Proposta por Jorginho Virgilio, a CPI ganhou apoio e a assinatura de mais do que o dobro dos 25 vereadores. Por ter sido ele quem propôs a investigação no Legislativo, ficou com a presidência.

“Estamos seguindo todos os protocolos regimentais, desde que realizamos uma audiência pública sobre o tema em 20 de agosto do ano passado. Tudo começou quando recebemos em nosso gabinete algumas denúncias. Imediatamente oficiamos o presidente do Fundecam, que me forneceu todos os números, os nomes das empresas e como estava o andamento desses processos. Depois de conversamos também com o Ministério Público, tivemos a ideia de realizar a audiência e colher mais dados para a CPI. Após a conclusão do nosso trabalho, enviados ao Ministério Público, Justiça e outros órgãos de controle”, ressaltou o vereador.

No início da CPI já se tinha constatado que, dos 91 contratos do Fundecam Estruturante, 49,4% estavam em inadimplência. São casos desde empresas que pegaram o dinheiro dos royalties e nunca abriram, até aquelas que conseguiram o empréstimo uma vez, não pagaram todas as parcelas, e depois pegaram mais dinheiro.

“Como sempre falo, não existe nenhuma ‘caça às bruxas’ a políticos ou empresários, mas, sim, uma caça ao dinheiro dos royalties que pertence ao povo de Campos e que foi gasto de forma irresponsável pelos governos passados. Um dinheiro que, sem dúvida, está fazendo muita falta”, finalizou Jorginho.