Justiça nega liberdade a envolvido em sequestro de empreiteiro campista e marca audiência

Outra novidade do caso é que a primeira audiência de instrução e julgamento foi marcada

Campos
Por Redação
12 de julho de 2019 - 19h00

O réu Junio dos Santos da Costa, apontado como um dos executores do sequestro do casal Cristiano Tinoco e sua esposa, em dezembro de 2018, teve pedido de habeas corpus negado pela Justiça. A decisão, publicada na última semana, é do juiz Wycliffe de Melo Couto. Outra novidade do caso é que a primeira audiência de instrução e julgamento foi marcada para o próximo dia 22 de agosto. Será às 14h, no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos.

“Não tendo havido nenhuma alteração do quadro fático desde a decisão que decretou a prisão preventiva do acusado (fls. 311/315), permanecem hígidos os fundamentos lá expostos para justificar a manutenção da custódia cautelar, razão pela qual INDEFIRO o pedido de revogação da prisão preventiva formulado pela defesa do réu JUNIO. Cabe ressaltar que as vítimas ainda não foram ouvidas em juízo e deverão ser ouvidas em audiência. O fato de ainda virem a depor sobre os fatos, reforça a necessidade de garantir a elas um ambiente de tranquilidade, livre de qualquer influência ou temor, que certamente seria impossível de garantir, senão pela manutenção da custódia cautelar”, disse trecho na íntegra da decisão.

Relembre o caso
Cristiano Tinoco foi abordado no Parque Santo Amaro, na tarde do dia 3 de dezembro, por dois homens que o chamaram pelo nome. O empresário foi rendido, colocado em um carro e levado até o trevo da Estrada do Contorno, onde encontraram um terceiro criminoso.

Os três, então, levaram Cristiano até sua residência, em outro condomínio localizado no Parque Rodoviário, onde a esposa do empreiteiro também acabou feita refém ao retornar para casa. Os bandidos exigiram R$ 1 milhão em dinheiro para libertarem as vítimas.

Como o casal não tinha a quantia em casa, os dois negociaram o valor e fizeram contato com um amigo, que levou cerca de R$ 200 mil à casa do empreiteiro. O grupo pegou o dinheiro e fugiu no carro de Cristiano, uma picape Toyota Hilux SW 4, que acabou abandonada durante a fuga.

Um fato que chamou atenção no caso é que a polícia descobriu que o mentor intelectual do sequestro é o empresário José Maurício Ferreira dos Santos Júnior, que era amigo do casal e morava no mesmo condomínio.

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