Mães protestam por melhorias na Creche Escola da Penha

População denuncia problemas de estrutura, merenda e falta de professores

Educação
Por Redação
5 de junho de 2019 - 11h24

Trânsito foi interrompido no início da manhã (Foto: divulgação)

Salas superlotadas, falta de materiais de higiene, de merenda e de professores, problemas na estrutura do prédio… são apenas alguns dos problemas que as mães que têm filhos matriculados na Creche Escola da Penha, em Campos dos Goytacazes, denunciam. Um grupo de mães interditou a Rua Rossine Quintanilha, com galhos e pneus em chamas, na manhã desta quarta-feira (5), em protesto para chamar a atenção da Prefeitura e promover melhorias na unidade escolar. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), a creche tem 146 alunos, número acima da capacidade, e professores atuam no local sem auxiliares de turma.

Ludiene Carlos Nunes, que tem um filho de três anos matriculado na Creche Escola, denuncia que parte do teto da unidade está com problema e ela teme pela segurança das crianças. “São inúmeros os problemas da creche. Desde superlotação a problema no teto. Precisamos de uma solução”, cobrou.

Outra mãe que participou do protesto, Vanessa Marques da Silva, reclamou que os alunos não estão recebendo almoço. “Só estão oferecendo lanche”.

A coordenadora Sepe, Odisseia de Carvalho, que acompanhou o protesto das mães, confirmou que o sindicato já tinha solicitado à Secretaria de Educação melhorias na unidade, inclusive em relação aos problemas de estrutura no teto. A diretora também confirmou a carência de merenda escolar e o sucateamento da unidade.

(Foto: Silvana Rust)

“O professores têm que tirar do próprio bolso dinheiro para material de higiene das crianças, por exemplo. A creche oferece uma toalha para cada 20 alunos, um sabonete para cada 20 alunos. Nossa greve não é apenas por reposição salarial. Parte de nossa reivindicação é sobre melhoria na rede pública de ensino, justamente para resolver problemas como estes que pais e professores vêm enfrentando aqui na Creche Escola da Penha”, destacou Odisseia, ressaltando que a creche não tem auxiliares de turma.

A unidade fica ao lado do antigo Centro Social Urbano (CSU) da Penha. O prédio está abandonado e, segundo Odisseia, o prédio, abandonado, que poderia ser utilizado para ampliação da Creche Escola da Penha, hoje traz problemas para o entorno, como mato, entulho e mosquitos. “Já solicitamos que o prédio do CSU seja aproveitado para a ampliação da creche”, pontuou. A coordenadora do sindicato disse que os problemas são anteriores à greve geral dos servidores públicos municipais, deflagrada no dia 15 de maio.

(Foto: Silvana Rust)

As manifestantes também reclamaram que, por causa da greve, os alunos ficam na creche apenas das 9h45 às 14h e muitas mulheres estão com dificuldade de manter o emprego. O horário normal de funcionamento era das 7h30 às 16h30. Odisseia informou que os professores seguem mantendo meio expediente de aula. A outra metade do horário de trabalho é mantido dentro da escola, sem alunos.

Confira na íntegra o posicionamento da Prefeitura sobre o assunto:

A secretaria de Educação, Cultura e Esportes informou que manutenções pontuais foram feitas na creche ao logo dos meses, atendendo a pedidos da direção e que uma equipe será enviada ao local para verificação sobre o telhado. Ainda com relação à infraestrutura, a secretaria informa que a creche da Penha está na lista de unidades a serem reformadas.

O órgão ressalta que parte dos servidores da creche da Penha aderiram à paralisação, por este motivo há possível ausência de profissionais e horário de funcionamento alterado. A empresa que fornece merenda à unidade continua trabalhando regularmente, entretanto, é necessário que não haja dispensa de alunos antes do horário, para que todos possam receber a alimentação adequadamente. Com relação ao material de higiene, a secretaria informou que os mesmos estão sendo entregues de forma regular.

A rede municipal de ensino possui 237 unidades escolares. Boa parte foi encontrada em 2017 com graves problemas infraestruturais ou obras paralisadas. A secretaria de Educação, Cultura e Esporte nestes dois anos já realizou construção, reforma ou manutenção de mais de 20 unidades. No momento, outras seis se encontram em obras. As reformas seguem o cronograma da secretaria.