Quem será quem em 2020?

As eleições de 2020 foram antecipadas, pois a fome de poder de alguns se sobrepõe a qualquer interesse coletivo

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Por Cláudio Andrade
3 de junho de 2019 - 11h40

Infelizmente, as eleições de 2020 foram antecipadas por agentes públicos e algumas lideranças que, completamente desinteressados com o futuro administrativo de Campos, trabalham na surdina com o lema “quanto pior melhor”.

Esses “pseudo interlocutores” não apresentam propostas, não organizam reuniões de trabalho e também não visitam as comunidades. Eles apenas atuam na espreita, sorvendo o lado triste da crise social que assola o município para tentar ocupar espaço.

As eleições de 2020 foram antecipadas, pois a fome de poder de alguns se sobrepõe a qualquer interesse coletivo de redenção da cidade.

Se todos os agentes públicos e detentores de cargos tivessem a inteligência de atuar juntos neste ano, deixando as diferenças e as disputas partidárias para 2020 alguma coisa de concreto já poderia ter sido feita para amenizar os problemas atuais.

Trazer para este ano os debates que precisam ser feitos em 2020 é considerar 2019 um ano morto e quem pensa assim é um irresponsável.

O município de Campos passa por uma série de problemas. Isso é notório e não pode ser omitido por ninguém que possua as suas faculdades mentais normais.

O lance é tentar amenizar essas situações que abalam o campista através de ações coletivas que deem resultado imediato, pois a longo prazo, talvez seja tarde para alguns que estão nas filas dos hospitais, que dependem do atendimento em uma UBS ou de uma simples carteira em sala de aula para poder estudar em uma escola pública.

Aqueles que não querem mais o ano de 2019 são políticos aproveitadores, que, na ânsia do poder, pelo poder, jogam querosene na fogueira para que as mazelas se alastrem ou, na melhor das hipóteses, fique como está. Qualquer tipo de redenção administrativa revolta os abutres, afinal, trabalham no caos e pelo caos.

A crise administrativa é enorme e o momento é de responsabilidade e parcerias. A pressa pelo pleito de 2020 é ação vil, doentia e esquizofrênica.

O município está doente e ao invés de medicar o enfermo, alguns inescrupulosos querem enterrar o corpo ainda vivo. Isso, por si só, já serve de alerta para não esquecermos que sem o poder nas mãos, uns já são carniceiros, imaginem sentados na cadeira máxima do executivo municipal? Meu Deus, serão, com certeza, facínoras diplomados.