Evento científico em bares faz sucesso em Campos

O festival Pint of Science chega ao fim com grande público em cidades do interior do Brasil

Ciência e Tecnologia
Por Ocinei Trindade
23 de maio de 2019 - 16h55

Um grande público prestigiou o evento nos três bares da cidade (Fotos: Reprodução)

Foi encerrado o festival Pint of Science que aconteceu simultaneamente em 85 cidades brasileiras e em 24 países. Em Campos, centenas de pessoas visitaram os três bares que sediaram palestras e debates científicos durante três dias. Para a coordenadora do festival nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, Ana Laura Boechat, o evento encerrado nesta quarta-feira (22)  cresceu em número e interesse dos participantes.

De acordo com Ana Laura, a receptividade do público surpreendeu. “Estudantes do ensino médio, pessoas maduras, leigos que não conheciam o evento também participaram. Muitos palestrantes que desconheciam o Pint of Science aprovaram a ideia. O festival é para servir as pessoas com conhecimento de qualidade. A cidade de São Fidélis também teve grande procura. Cidades pequenas demonstram sede de ciência. Onde a universidade está mais longe, há um público maior. Se o cientista se apresenta, o público recebe bem. É preciso desenvolver um trabalho sério no modelo do Pint para popularizar conhecimento”, disse.

Voluntários da Uenf ajudaram na organização e realização do festival

Para Aline Intorne, coordenadora do Pint of Science em Campos, o evento cumpriu sua meta mais uma vez. O fetsival foi realizado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense e contou com apoio de várias instituições de ensino. “As mesas temáticas “Respirar mata mais do que se imagina” e “Sociedade da (des)informação”, atraíram o maior público, em torno de 120 pessoas a cada dia. Observamos maior participação da comunidade. As pessoas estavam passando na rua e paravam no bar para acompanhar o evento. Depois, voltavam no dia seguinte”, disse.

Alguns professores levaram os alunos para o bar e a aula foi realizada ali. “Os palestrantes  investiram na conversa e o público respondeu prontamente, de forma descontraída e muito participativa. Agora é começar a preparar o próximo evento em 2020”, comentou Aline Intorne.

Na última noite de evento em Campos, Adriana Gioda, química e professora da PUC-Rio, palestrou sobre “Respirar mata mais do que se imagina”. Ela aprovou a iniciativa de se divulgar ciência em bares.

A coordenadora regional do Pint of Science e representantes da Faculdade de Medicina

“Achei genial. É a primeira vez que participo, gostei muito dessa interação do público. Acho muito importante a universidade estar em contato com a sociedade, nessa troca de idéias. A gente consegue traduzir aqui o que fazemos dentro dos laboratórios. Espero que me convidem novamente”, disse.

A médica pneumologista pelo Instituto de Doenças do Tórax, Patrícia Andrade Meireles, falou sobre  o “Impacto da poluição aérea nas doenças respiratórias”.

“Primeira vez que estou aqui, muito feliz. Adorei o convite. É válido estar entre pessoas leigas e da área científica. Essa troca entre medicina e público leigo é muito produtiva. Daqui se pode gerar outros frutos, estudos científicos e publicações. Meu tema é curioso,a poluição é grande. Tento aumentar o acesso à informação. Todos os eventos que me chamarem eu virei”, conclui.