Greve dos servidores: Fred Machado deve levar proposta de reajuste a Rafael

Presidente da Câmara recebeu comissão do movimento grevista, que sugeriu aumentos fracionados entre maio e dezembro

Política
Por Marcos Curvello
16 de maio de 2019 - 12h22

Com o funcionalismo de Campos em greve por reposição salarial e cumprimento de direitos, o Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep) faz, partir das 17h desta sexta-feira (17), uma assembleia extraordinária para dar prosseguimento à discussão das reivindicações da categoria.

A convocação acontece após entidades de classe se reunirem, nesta quarta-feira, na Câmara de Vereadores, com lideranças do governo e da oposição e apresentarem uma proposta de reajuste, que incluiria correção de 5% já na folha de maio do funcionalismo e aumentos mensais de 1%, até chegar à correção total de 12% em dezembro.

Segundo o presidente da Associação dos Guardas Civis Municipais de Campos, Marlon Andrews Silva, a proposta foi apresentada ao presidente da Câmara, Fred Machado (PPS), e aos líderes da situação e da oposição, respectivamente os vereadores Genásio (PSC) e Álvaro Oliveira (PRTB).

“Durante o encontro com os vereadores, uma comissão representante do movimento grevista falou da dificuldade de chegar a um acordo com o governo e apresentou esta nova proposta de reposição das perdas inflacionárias que tivemos nos últimos anos. Fred Machado e Genásio ficaram de levá-la até o prefeito, Rafael Diniz”, diz Marlon.

Ele afirma que os servidores pedem, ainda, um aumento de R$ 150 no vale alimentação, a contar de de novembro, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida não alterar o partilha dos royalties do petróleo, o que traria dificuldades de financeiras para o município.

Diretor do Siprosep, Carlos Augusto Leão afirma que a expectativa é de que haja acordo. “Não queremos brigar e nem estamos pendido aumento. Só queremos a reposição de nossas perdas salariais. Entendemos que a paralisação não ajuda o morador de Campos e queremos que se encerre logo, por isso, esperamos uma resposta de Rafael”, diz.

De acordo com o Siprosep, apenas 30% do efetivo de cada repartição pública continua atuando, conforme determina a lei. Caso não haja consenso entre as partes, a greve será por tempo indeterminado.

A categoria pede reposição de perdas salariais acumuladas em três anos e garantia de direitos previsto no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), como a progressão salarial, que não acontece desde 2015. Retorno do plano de saúde e aumento do auxílio também estão na pauta de reivindicação dos servidores.

Tentativas de acordo — As entidades representativas de classe rejeitaram a proposta original da Prefeitura, que ofereceu reajuste de 4,18%, e exigiram uma correção de 15%. Não houve entendimento e o governo descartou a possibilidade de conceder o aumento, alegando que feriria a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que resultou em uma paralisação de 24 horas no último dia 6.

Durante a reunião feita na Câmara, foi feita uma primeira proposta de fracionamento do reajuste, que incluiria correção de 4,18% em abril, 2,72% em maio e 4,78% em julho, mas ela acabou substituída pela que deverá ser apresentada ao prefeito.

O Jornal Online Terceira Via entrou em contato com a Prefeitura para saber se a proposta foi recebida por Rafael Diniz e aguarda resposta.