Universidades de Campos promovem ato de resistência contra corte de verba

“I Ciência na Rua” levou para a Praça São Salvador as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas nas instituições campistas

Educação
Por Redação
14 de maio de 2019 - 17h55

Ciência na Rua (Fotos: Carlos Grevi)

Alunos e professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto Federal Fluminense (IFF) promoveram, nesta terça-feira (14), um ato de resistência contra o corte de verbas anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) para as instituições federais de ensino superior. O “I Ciência na Rua” levou para a Praça São Salvador, no centro da cidade, os projetos que vem sendo desenvolvidos dentro das universidades locais.

Professor do Departamento de Ciências Sociais da UFF, Carlos Abraão Valpassos rechaçou a fala do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, que atribuiu baixa eficiência às universidades públicas. Abraão também destacou que, em vez de balbúrdia, as instituições públicas de ensino superior contribuem para o desenvolvimento científico.

“Universidade pública não é gasto, é investimento. Se nossas instituições de ensino pararem suas pesquisas, o Brasil ficará dependente das pesquisas realizadas em outros países”, destacou Abraão.

Já Yasmin Coelho, professora de dança do IFF, ressaltou que os estudos em andamento nas universidades retornam para a sociedade em forma de benefícios. Ela destacou que 95% das pesquisas realizadas no país são oriundas das instituições públicas. “Não tem como estimar a importância disso”, concluiu.

Ensino superior em Campos
A cidade é o segundo maior polo universitário do Estado do Rio de Janeiro. Nas instituições públicas estão matriculados cerca de 8 mil alunos, segundo censo realizado em 2016 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do MEC.

Além das atividades curriculares regulares, as universidades públicas locais oferecem projetos que atendem à população, como cursinhos pré-vestibulares, aulas e oficinas para a terceira idade, assistência psicológica gratuita, entre outros projetos.

O movimento argumenta que o corte de 30% das verbas nas universidades federais não afetará apenas alunos, professores e funcionários, mas que terá impacto negativo direto na vida da população.

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