Servidores de Campos programam greve a partir do dia 15

Sindicalistas seguem pressionando governo para reajuste de até 15%; Rafael Diniz oferece 4,18% e alega orçamento comprometido

Política
Por Redação
10 de maio de 2019 - 17h46

Sindicato realizou reunião e decidiu fazer greve (Foto: Arquivo/  Carlos Grevi)

Esta prevista para a próxima semana uma greve organizada pelo Sindicato dos Professores e Servidores Públicos Municipais (Siprosep) em Campos. Os servidores reivindicam reajuste salarial de até 15%, mas o prefeito Rafael Diniz já antecipou que só poderá conceder 4,18%. Mais que isto, segundo ele, compromete o orçamento da prefeitura e fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Sindicalistas aguardavam para esta sexta-feira (10) um nova contraproposta do governo municipal, mas isto não aconteceu. De acordo com Carlos Augusto Leão, um dos diretores do Siprosep, a intenção é fazer uma greve nos dias 15, 16 e 17, se não houver um entendimento entre prefeitura e servidores.

Odisseia Carvalho representa a comissão dos professores municipais (Foto:Silvana Rust/Arquivo)

A presidente do sindicato dos professores e integrante do Siprosep, Odisseia Carvalho, defendeu a greve prevista para a semana que vem. “Faremos uma greve de 72 horas a partir do dia 15. Até o dia 17,  que é numa sexta-feira, faremos uma assembleia para avaliação do movimento. Este encontro acontecerá na Câmara dos Vereadores, às 17h. Nesta sexta (9), tivemos uma reunião da comissão representada pelo Siprosep, Associação dos Servidores Municipais e Associação da Guarda Municipal. Fizemos uma contraproposta ao governo para um escalonamento ou parcelamento do IPCA do reajuste de 2017, 2018, e 2019”, informou.

Na última quarta-feira (8). servidores públicos municipais realizaram uma assembleia, onde foi cogitada greve geral do funcionalismo. Diferentes categorias cruzaram os braços por 24 horas na segunda-feira (6), em uma paralisação de aviso, com manifestação em frente à Prefeitura. Na pauta, reposição de perdas salariais e cumprimento de direitos garantidos Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Sem conseguir um encontro com o prefeito Rafael Diniz, as entidades representativas de classe têm discutido parar por tempo indeterminado. Para Carlos Augusto Leão, diretor Siprosep, a greve a partir do dia 15 está definida.