Suposta ameaça de aluno causa tumulto em escola de Campos

Um estudante de Santa Cruz teria usado rede social para assustar colegas; a direção registrou o fato na delegacia

Educação
Por Redação
15 de abril de 2019 - 12h28

Escola Estadual Dr.Cesar Tinoco na localidade de  Santa Cruz (Foto: Arquivo)

A diretora da Escola Estadual Doutor César Tinoco, na localidade de Santa Cruz, em Campos, registrou um boletim de ocorrência na 134ª Delegacia de Polícia Civil nesta segunda-feira (15) por conta de uma brincadeira de mau gosto de um estudante do ensino médio, de 16 anos. Segundo a diretora que preferiu não ser identificada, o aluno usou o status do WhatsApp para intimidar colegas. A mensagem teria teor de ameaça e agressão, o que causou tumulto e preocupação entre professores e estudantes.

De acordo com a profissional de ensino, o estudante é considerado um adolescente de bom comportamento e pacato. Porém, ele teria usado a frase de efeito para chamar a atenção de colegas e professores:

“A diretora adjunta ficou bastante preocupada porque o assunto se espalhou e gerou pânico dentro da escola. Procurei a mãe do aluno e fomos todos até a delegacia para registrar a ocorrência. Pessoalmente, acho que ele não seria capaz de cumprir a ameaça. Porém, para me resguardar e proteger todos os alunos e professores que ali trabalham, quis fazer a ocorrência para que isto não se repita novamente”.

Para a diretora da César Tinoco, em Santa Cruz, os adolescentes têm sido influenciados por mídias digitais e noticiários desde que o ataque à escola pública, em Suzano, interior de São Paulo, aconteceu há um mês. “É uma pena, pois isso gera histeria e paranoia. De qualquer forma, todos os profissionais da educação quando se sentirem ameaçados, não podem se intimidar e devem apresentar denúncia às autoridades policiais e judiciais”, disse. O estudante sofreu advertência e a direção da escola contou com a aprovação da mãe do adolescente para que ele fosse punido e retornasse às aulas após o episódio.

A Secretaria Estadual de Educação foi procurada pela reportagem que enviou a seguinte nota:

“A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) não vai se pronunciar sobre o assunto especificamente.No entanto, cabe informar que há um protocolo estabelecido em reunião com a presença do Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar, Policia Civil, Polícia Militar, Secretaria de Estado de Saúde e equipe técnica da Seeduc, de atuação imediata em caso de violência nas escolas. Assim que constatado qualquer ato infracional ou ameaça à integridade da comunidade escolar, a direção da unidade deverá acionar imediatamente a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.”