Os bichinhos que ofendem você

Há um lado sombrio do whatsapp que é a finalidade de muitos em usá-lo para ofender, agredir e desmoralizar a vida alheia

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Por Cláudio Andrade
17 de março de 2019 - 13h26

Não restam dúvidas de que o Whatsapp é um sistema tecnológico revolucionário e que melhorou, em demasia, a vida de milhares de pessoas. Econômico, com recursos de fotos, áudios e escrita ilimitada ele é usado para fins comerciais e particulares.

Contudo, como tudo na vida, há um lado sombrio do whatsapp que é a finalidade de muitos em usá-lo para ofender, agredir e desmoralizar a vida alheia de desafetos.
O pior disso são aqueles que usam o zap para esse tipo de expediente ilícito e se valem de imagens para ocultarem seus rostos, numa prova clara de covardia e bandidagem explícita.
Atualmente, muitos homens e mulheres de bem são humilhados nas redes via whatsapp por cachorros, gatos, cobras, cavalos, lagartos, dentre outros seres.
Trata-se de uma inimaginável revolta dos bichos, só que nesse caso, tendo por trás, pessoas sem qualquer escrúpulo, pois esperam estar imunes de serem processados.
A conduta dessas pessoas deve ser repugnada por todos aqueles que, inseridos no seio social, trabalham e emitem opinião sempre se identificando e se responsabilizando pelos seus atos.
A Constituição da República veda o anonimato, mesmo garantido, de forma expressa, a liberdade de opinião.
Não podemos aceitar que na era digital onde todos anônimos se tornaram, por força dos mecanismos de rede, atores principais, que muitos deles, continuem trabalhando em milícias digitais atacando e desmoralizando pessoas de bem.
Já vivemos o câncer do fake news e agora temos as notícias falsas agregadas às ofensas, como mecanismo de ataque.
A sociedade brasileira precisa, por meio de seus núcleos, identificar, denunciar e processar os caluniadores travestidos de bichos que povoam sordidamente as redes sociais.
Devemos lembrar que a internet não é uma terra de ninguém. Atos ilícitos ali praticados são passíveis de ação judicial e de condenação por reparação de danos morais.
Não prego limitação de opinião nas redes, nem mesmo que as pessoas abram mão da argumentação, porém, a responsabilidade e o receio de ser penalizado por determinadas condutas precisa estar cristalino na mente dos delinquentes digitais pois se assim não for, estaremos dando de bandeja para as milícias digitais a nossa moral, tão cara e necessária.