Ato em Campos lembra um ano da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes

Movimento também homenageou as vítimas de feminicídio no Brasil

Campos
Por Redação
14 de março de 2019 - 18h42

Praça São Salvador na manhã desta quinta-feira (Foto: Stella Freitas)

O dia em que as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes completou um ano, nesta quinta-feira (14), não passou despercebido em Campos dos Goytacazes. A data coincidiu com a atividade programada pelo Movimento Unificado de Mulheres de Campos para lembrar o Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 8. Pelos dois motivos, a Praça São Salvado, no centro da cidade, amanheceu tomada de sapatos femininos, que representaram as vítimas de feminicídio no Brasil.

Horas depois, por volta das 16h, na Praça das Quatro Jornadas (ao lado da Praça São Salvador), o Movimento Unificado de Mulheres de Campos reuniu pessoas na busca por justiça às mulheres mortas e à luta pelo direito de existir com liberdade, equidade e dignidade.

Caso Marielle — Policiais da Divisão de Homicídios e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, na manhã da última terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. A força-tarefa afirma que eles participaram dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Praça das Quatro Jornadas à tarde (Foto: JTV)

Violência — Somente na delegacia de Campos, a média de registros envolvendo violência contra a mulher varia entre 1.000 e 1.500 por ano. Porém, não há um consenso entre os órgãos de segurança se os casos de violência doméstica estão aumentando ou se o número de mulheres que denunciam é que está maior. “O que a gente sabe é que tem um índice muito grande de subnotificações. Ainda temos inúmeras mulheres que estão sendo agredidas agora e que não vêm na delegacia registrar”, lamentou a delegada Ana Paula de Oliveira Carvalho, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).