Fake News ou o que te interessa?

Sim, é leviana a atitude de quem lê o que não gosta e espalha, aos quatro cantos, que a informação é falsa

Geral
Por Cláudio Andrade
11 de março de 2019 - 9h05

No mundo de hoje é praticamente impossível não estarmos ligados a algum meio de comunicação, sejam eles os tradicionais ou atuais, considerados mídias digitais. Devido a essa avalanche de informações é preciso critério para que possamos absorver o real, o verídico, aquilo que realmente aconteceu, doa a quem doer.

Contudo, é nesse “doa a quem doer’ que o país foi dividido. Parcela considerável da população, principalmente após as eleições de 2018, passou a considerar Fake News as matérias jornalísticas que não se alinhavam com o seu pensamento.

Dentro desse contexto, temas como política, sexualidade, esquerda, direita, racismo, empoderamento, Carnaval, dentre outros assuntos, se não estivessem escritos da forma que conviesse a uns, seria considerado, erroneamente, notícia falsa.

Notícia falsa é aquilo exposto sem critério, de forma leviana, irresponsável, sem fonte ou contraditório. Matéria com a única intenção de desgastar pessoa ou empresa. Seus autores precisam ser punidos severamente, pois os estragos podem ser enormes.

Por outro lado, as matérias que cumprem os princípios básicos do jornalismo ético e que permeiam suas informações respeitando a Constituição Federal e as leis especiais precisam ser aceitas pelo contrário, sob pena de termos leitores e ouvintes mimados que só aceitam o que lhes convém.

No mundo atual há uma enormidade de informações e não podemos nos contentar em ler apenas o que nos interessa e sermos levianos ao desconsiderar o que vai de encontro aos nossos pensamentos.

Sim, é leviana a atitude de quem lê o que não gosta e espalha, aos quatro cantos, que a informação é falsa. Um político laranja, um advogado corrupto, um médico negligente, um juiz vendedor de sentenças, um delegado achacador e um ladrão de galinhas não podem ser inocentados pelo simples fato de quem lê a matéria acusatória, não acreditar na nota noticiada.

Precisamos ter a responsabilidade de não compactuarmos com determinados grupos, que ao estarem diante de uma informação verídica discordante de seus interesses, espalham, de forma covarde, que a matéria é falsa.

Já dizia o jornalista e fundador do Transferência Brasil Cláudio Abramo: “O jornalismo é, antes de tudo e, sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter”.