O micro-agronegócio

Técnicas de cultivo e extrativismo que englobam práticas tradicionais e conhecimento popular

Opinião
Por Coluna do Balbi
9 de dezembro de 2018 - 0h01

Estudantes e agricultores se unem em Tocos no projeto agroecológico (Foto: Divulgação)

Ainda que seja uma atividade muito importante para o sustento de diversas famílias que vivem na zona rural, dados apontam que cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil são fruto da agricultura familiar. Vale frisar que, nesse processo, técnicas de cultivo e extrativismo que englobam práticas tradicionais e conhecimento popular estão presentes.

Além disso, as famílias vivem da venda de produtos que plantam. Portanto, a agricultura é uma importante fonte de renda familiar, a qual surge do trabalho em equipe realizado no campo. A agricultura familiar colabora para a geração de renda e emprego no campo e ainda, melhora o nível de sustentabilidade das atividades no setor agrícola. Sendo assim, a qualidade dos produtos é superior aos outros convencionais.

Em Campos, com projetos de cooperação técnica envolvendo órgãos públicos e universidade, a agricultura familiar já começa a ganhar corpo de comércio. Aos poucos também começa a se transformar para atender uma exigência do mercado consumidor: os alimentos orgânicos.

Em breve se tudo caminhar como parece, teremos produtos em Campos com o selo oficial do Ministério da Agricultura apontando-os como orgânicos, ou seja, produtos cultivados sem nenhum tipo fertilizante tóxico.

A reportagem especial de hoje mergulha fundo neste tema, e mostra os projetos que estão sendo desenvolvidos em Campos, e um deles em parceria com a iniciativa privada. É inovador e tem inspirado ações semelhantes em outros municípios.

Por enquanto é o que podemos chamar de micro-agronegócios, mas que tem tudo para crescer, até porque ideologias políticas não mais usam o campo como seus territórios e, assim, tudo tende a dar certo.