SES anuncia fim do fracionamento de vacina contra a febre amarela

A meta  agora é imunizar mais quatro milhões de pessoas 

Saúde
Por Redação
17 de outubro de 2018 - 15h22

Vacinação já acontece em todo o estado (Foto: ascom)

A partir de agora quem buscar a vacinação contra febre amarela no estado do Rio de Janeiro será imunizado com a dose padrão da vacina. A determinação da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro sobre o fim do fracionamento já está valendo. A ação visa imunizar cerca de 4 milhões de pessoas e tem como objetivo alcançar a cobertura vacinal de 95% do público-alvo, que atualmente está em 73%. A SES alerta que todos os que não tomaram a vacina devem procurar os postos antes da chegada do verão, período em que pode ocorrer uma maior incidência da doença. Aqueles que já foram imunizados com a dose fracionada, não precisam se vacinar nesta etapa porque já estão protegidos.

Desde 25 de janeiro, seguindo a orientação do Ministério da Saúde, 15 municípios da região metropolitana passaram a fornecer doses fracionadas da vacina. Com a nova recomendação, todos os 92 municípios do estado voltam a aplicar as doses padrão. Até o momento já foram imunizadas cerca de 11 milhões de pessoas.

Quem não deve se vacinar

A vacina não é indicada a bebês menores de 9 meses, pessoas com contraindicações especiais (pacientes imunodeprimidos, com doenças hematológicas graves, entre outras) e grávidas.

Tipos da doença

Há dois tipos de febre amarela – silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus e causam a mesma doença, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos deste tipo da doença.

Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabeths, insetos de hábitos estritamente silvestres. A febre amarela silvestre é endêmica em algumas regiões do país, principalmente na região amazônica. Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.

“No ano passado, criamos um cinturão de bloqueio para impedir que a transmissão da febre amarela acontecesse no meio urbano. E isso deu certo. Conseguimos vacinar cerca de 11 milhões de pessoas. Com a diminuição de casos, os moradores do estado deixaram de procurar os postos de saúde. Nosso desafio agora é chamar atenção das pessoas para a importância da vacinação, que está disponível, novamente com a dose padrão, em todos os postos de saúde do estado”, explicou o médico Alexandre Chieppe, médico da Secretaria de Estado de Saúde.

Casos em macacos

Vale lembrar que o macaco não transmite a doença. Ele é também vítima do mosquito e serve de alerta para identificar a presença do vírus em determinado local. Ao todo, 18 municípios têm casos confirmados de febre amarela em macacos em 2018. São eles: Angra dos Reis, Araruama, Barra Mansa, Cachoeira de Macacu, Duas Barras, Engenheiro Paulo de Frontin, Itatiaia, Miguel Pereira, Mangaratiba, Paraty, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Pedro da Aldeia, Silva Jardim, Tanguá, Valença, Vassouras, e Volta Redonda.

Sintomas

Os principais sintomas da febre amarela são dor de cabeça, febre, amarelamento da pele, dores musculares e articulares, náuseas, indisposição, entre outras manifestações. Em 2018, foram registrados 262 casos de febre amarela silvestre em humanos, com 84 óbitos. Os mosquitos Haemagogus e Sabethes são os transmissores da febre amarela silvestre.