Mesários de Campos passam por treinamento da Justiça Eleitoral

Curso prepara voluntários para as mudanças na votação deste ano

Campos
Por Redação
31 de agosto de 2018 - 16h16

Mesários passaram por treinamento (Foto: Divulgação)

Os 4.530 mesários voluntários que atuarão nas eleições de 7 outubro passaram por treinamento ao longo desta semana, na Justiça Eleitoral, para ficarem por dentro das mudanças no processo de votação. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também disponibilizou àqueles que vão trabalhar na votação um curso preparatório complementar on-line. Entre as novidades deste ano estão o voto biométrico, o título eleitoral eletrônico e o direito de travestis e transexuais usarem o nome social. Cerca de dois milhões de mesários devem participar das eleições em todo Brasil.

A chefe do cartório da 76ª Zona Eleitoral, Monique Carneiro dos Santos Nogueira, explica que, no caso de Campos, será uma eleição híbrida, com dois tipos de identificação dos eleitores: a biométrica e a convencional. Isso também reques atenção dos mesários. Monique explica que, além daqueles que habilitaram o voto biométrico na Justiça Eleitoral, poderão votar com a digital os cadastrados no Detran-RJ, graças a um convênio entre as duas partes. Segundo o Detran, cerca de 4,6 milhões de eleitores fluminenses que constam no banco de dados de identificação civil do órgão poderão ser identificados pelas digitais ao votar.

“Nosso objetivo é passar aos mesários todas as novidades do processo eleitoral deste ano, mostrar a responsabilidade que eles têm, mas sem assustá-los, pois acreditamos que todos vão desempenhar seus respectivos papéis da melhor forma possível”, pontuou Monique.

A composição da mesa de votação muda de acordo com cada TRE, podendo variar de quatro a seis membros. No Estado do Rio, a equipe é composta por um presidente de seção, primeiro e segundo mesários e um secretário. Conforme orientação do TSE, na seção eleitoral, o presidente é a autoridade máxima, responsável pelo sigilo do voto de cada eleitor e pela tranquilidade da votação, além de zelar pela segurança da urna eletrônica durante todo o processo.

A dentista Maíra Monteiro da Cruz passou pelo treinamento dos mesários esta semana. Ela atuará em uma das seis sessões do distrito de Santo Eduardo, no Norte do município, e acredita que será preciso um pouco mais atenção dos voluntários este ano por conta das mudanças no processo eleitoral. “A principal diferença é que teremos uma eleição híbrida. Mas são muitos detalhes no processo que requerem ainda mais atenção do que nos anos anteriores”, comentou.

Nome social — É legalizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela resolução 23.562/2018, como uma identificação que assegura um direito básico dos travestis e transexuais, o nome social, além de constar no título de eleitor, também estará indicado no cadastro da urna eletrônica e no caderno de votação das seções, utilizado pelos mesários no dia da votação.

E-título — O e-título substitui o documento na hora de votar para os eleitores que estão em dia com a Justiça Eleitoral. Basta baixar o aplicativo, disponível para iPhone (iOS), smartphones (Android) e tablets. O aplicativo apresenta informações como dados da zona eleitoral do usuário e a situação cadastral do eleitor em tempo real. Após baixá-lo, o eleitor precisa inserir seus dados pessoais. Se o eleitor já tiver feito o recadastramento biométrico, a versão do e-título virá acompanhada de foto, o que facilitará a identificação na hora do voto. Caso o eleitor ainda não tenha feito o recadastramento biométrico, a versão do e-título será baixada sem a foto. Nesse caso, é obrigatório levar outro documento oficial com foto para se identificar ao mesário durante a votação.