Superintendência de Agricultura segue luta para reativação do Ceasa

Segundo Nildo Cardoso, área de 25 hectares foi abandonada por governos anteriores

Campos
Por Taysa Assis
4 de março de 2018 - 0h01
O Superintendente de Agricultura de Campos no antigo Ceasa (Foto: Silvana Rust)

O Superintendente de Agricultura de Campos no antigo Ceasa (Foto: Silvana Rust)

O alimento que brota no campo percorre um longo caminho até chegar à mesa dos cidadãos campistas. Mas para que isso aconteça é necessária uma organização com produtores, comerciantes e distribuidores. O município de Campos tem grandes agricultores — cadastrados na Superintendência de Agricultura e Pecuária são cerca de três mil e oitocentos produtores rurais -, com uma área de mais de quatro mil quilômetros de terra, água em abundância, porém, o que falta é que o produtor rural tenha condições e suporte para conseguir distribuir seu produto para outras regiões.

O Centro de Distribuição de Alimentos (Ceasa) está desativado, há trinta anos, por falta de produção e apoio à agricultura. Usinas e locais que funcionavam na época viraram assentamentos, surgindo assim oportunidade para que os pequenos produtores rurais começassem a produção, mas sem escoar e fazer com que o produto saísse da cidade. No ano passado, a Superintendência de Agricultura e Pecuária de Campos começou a demarcar a nova área.

Com a reativação do Ceasa, que passará a ser chamado de Polo Agro Alimentar do Norte do Estado do Rio de Janeiro, a unidade campista dará uma nova alternativa aos produtores, comerciantes e consumidores, gerando um novo momento para o mercado hortifrutigranjeiro do município que produz, porém, não tem seu nome reconhecido no país. O desenvolvimento será necessário para a cobertura e o escoamento da produção de todo o estado, a expectativa é que até o final do primeiro semestre, pelo menos a pedra fundamental seja lançada.

A unidade é um importante ponto de apoio para agricultura familiar da região, uma vez que predomina a atuação de pequenos, médio e grandes produtores rurais. No local funciona parte da sede da Guarda Ambiental e Municipal. Hoje, o espaço está abandonado, com mais de cento e oitenta carros sucateados, uma grande área de vegetação e o espaço onde será a pedra fundamental terá que ser refeita. Mas segundo o Superintendente de Agricultura e Pecuária, Nildo Cardoso, o que falta é dinheiro para a reativação, contudo, este ano, foi orçado para a secretaria mais de quatro Nildo Cardoso segue luta para reativação do Ceasa Qualificação profissional faz bem para os negócios:

“Ver uma área que a Prefeitura de Campos pagou em governos anteriores trinta e oito milhões de reais, que equivale a 25 hectares de terra, abandonada, é triste. Existem projetos feitos no ano passado no Ministério da Agricultura prontos e com verbas através de deputados para fazer esta intermediação entre o Ministério e o município. Com a reativação do Ceasa, o novo Polo e a cidade de Campos só ganharão, agregando valor e acabando com o atravessador. Esta é a nossa única alternativa viável, pois a maioria da nossa produção é feita em curto prazo, tirando o aipim e o abacaxi. Temos o quiabo, o abacaxi, entre muitos outros alimentos, além do maxixe sendo a área do Norte do Estado do Rio de Janeiro como maior produtor do Brasil, com 12 % de tudo que é plantado no país”, declara Nildo.

Para o novo espaço, o superintendente diz ainda que conheceu outros Ceasas de cidades próximas que são referência para o município, como o de Friburgo, Rio de Janeiro, Vitória, fazendo com que o novo polo de Campos seja uma central de abastecimento prestando serviços para a qualidade dos produtos, incentivando à população local, cadastrando os produtores, estimulando assim, a comercialização nos mercados. Para isso, cooperativas e associações para cada região do municí- pio terão que ser criadas para uma boa logística.