Gás Natural Veicular: Corpo de Bombeiros alerta sobre riscos de acidente

Após veículo explodir, em São Gonçalo, mulher morreu. Vídeo mostra o momento da explosão

Estado do RJ
Por Redação
11 de abril de 2017 - 8h19
(Foto: Divulgação)

(Foto: Reprodução)

Uma mulher de 27 anos morreu na noite do último sábado (8) quando o botijão de Gás Natural Veicular (GNV) do veículo explodiu enquanto era abastecido em um posto de combustíveis de São Gonçalo. O marido dela, de 35 anos, sofreu fraturas no rosto e perdeu um dos dados da mão direita. As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas o fato chamou a atenção para os perigos no abastecimento desse tipo de combustível. A fim de alertar e orientar a população, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) informou quais os procedimentos de segurança devem ser tomados para evitar que outros acidentes aconteçam.

Segundo o Corpo de Bombeiros, diversos fatores podem ocasionar acidentes como esse. Um desses fatores pode ser a situação do cilindro do veículo. “É importante verificar se o cilindro está inspecionado ou não, além de verificar a existência de problemas relacionados ao bico de abastecimento do posto. Neste caso específico, não podemos afirmar quais foram as causas até o resultado da perícia, mas é importante estar atento a esses detalhes”, informou a assessoria de imprensa do órgão.

O CBMERJ informa ainda quando aos procedimentos que devem ser tomados no momento da instalação do gás. “Os procedimentos de segurança para o uso do GNV requerem, entre outros cuidados, cuidado especial com a conversão, sendo que esta deverá ser feita em oficina homologada pelo INMETRO. Deve ser exigido da convertedora, a nota fiscal e o Certificado de Homologação do INMETRO, para fazer o registro de conversão junto ao órgão de trânsito responsável”.

Quanto à manutenção do kit GNV, o Corpo de Bombeiros afirma: “São necessárias revisões periódicas do kit e cilindro em convertedoras homologadas pelo INMETRO. Está descartado o uso de peças usadas, cilindro recondicionado ou de procedência desconhecida e tubos de cobre. Na instalação, serão exigidos tubos de aço. Os cilindros devem ser sempre de aço especial, de alta resistência para GNV (NBR- 12790 ou ISO 4705) e devem ser fixados com suportes adequados, oferecendo segurança. Não são permitidas soldas nos cilindros, pois este será um ponto em que a resistência ficará comprometida, com sérios riscos de ruptura e vazamento do combustível”.

O órgão disse ainda que: “O usuário não deve tentar consertar os pequenos defeitos sozinho e sim procurar a convertedora para fazê-lo de acordo com a técnica, bem como com segurança adequada. Não confundir Gás Natural Veicular (GNV) com o gás de cozinha (GLP). Jamais usar o botijão de GLP em veículos automotores. Os butijões fabricados para armazenamento de GLP são projetados para suportar pressões muito inferiores à do GNV, algo em torno de 15 BAR. Como resultado, ocorrerá a ruptura do botijão, de forma violenta, em razão do gás expandir-se, proporcionando sério risco às pessoas que estiverem nas proximidades”.

O Corpo de Bombeiros também enumerou algumas recomendações que os usuários de GNV devem atender ao abastecer. São elas:
– No momento do abastecimento, deve-se desligar o motor, o rádio e o telefone celular, apagar os faróis e frear o veículo.
– Não fumar no local do abastecimento ou próximo.
– O motorista, bem como os passageiros, devem sair do interior do veículo.
cheap nolvadex – O veículo deverá sempre estar aterrado.
– É importante certificar-se de que a mangueira de abastecimento de GNV foi desconectada antes de arrancar.
Antabuse reviews – A pressão de abastecimento não deverá, em nenhuma hipótese, ultrapassar 220 kgf/cm2.
generic Lasix – O kit e cilindros são dimensionados para 220 kgf/cm2 de pressão máxima. Este valor já considera a margem de segurança. Pressões acima desse limite podem causar vazamentos no sistema, diminuindo a vida útil do equipamento e aumentando muito o risco de provocar acidentes.
Além disso, os postos de abastecimento têm a obrigação de reforçar as normas de segurança, seja por meio de fiscalização dos funcionários ou afixando o alerta em locais visíveis.

Entenda
A dona de casa Érica de Lima Siqueira, de 27 anos, morreu dentro do seu carro, um Space Fox de placa KVS 5878, quando o abastecia em um posto de combustíveis no bairro Colubandê, em São Gonçalo, às margens da RJ-104. O seu marido, o autônomo Jorge Sirqueira de Souza, 35, que aguardava do lado de fora do veículo, sofreu fraturas no rosto e na mão direita. Uma terceira vítima do acidente, identificada como Francisco José Gomes da Costa, sofreu escoriações leves.

De acordo com informações dos familiares do casal, Érica e Jorge voltavam de uma churrascaria quando pararam para abastecer o veículo, por volta das 21h30 de sábado (8). Imagens de câmeras de segurança do posto, compartilhadas em redes sociais, mostraram o momento da explosão.

O carro havia sido comprado há pouco tempo pelo casal. “Eles compraram o carro tem mais ou menos um mês. Mas não sei informar se já foi adquirido com o kit gás ou se eles que mandaram instalar”, disse o irmão da vítima. Érica e Jorge deixaram dois filhos, de 2 e 7 anos, que não estavam com o casal no momento do acidente.

O delegado da 74ª DP (Alcântara) informou, por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, que além dos feridos, o gerente do posto também será chamado para prestar depoimento a fim de descobrir quais foram as causas do acidente.
O Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis de Niterói e Região (Sinpospetro-Niterói), informou que entrou com ação no Ministério Público do Trabalho de Niterói contra o posto de combustíveis onde aconteceu o acidente. A entidade pediu a realização de curso de capacitação, previsto na Norma Regulamentadora (NR) nº 20, para os empregados do posto e a manutenção das instalações de distribuição de combustíveis da empresa.

Segundo o presidente do sindicato, Alex Silva, além de ainda não terem tido curso de capacitação para aprender como agir em com tais circunstâncias, os empregados trabalham sem equipamentos de proteção.