“Recuperação Econômica de Campos dos Goytacazes” será tema de palestra na OAB

Evento gratuito com participação do economista Ranulfo Vidigal acontece dia 18

Economia
Por Redação
13 de junho de 2018 - 15h19

Retomada do crescimento da cidade será discutida (Foto: Carlos Alves)

O economista Ranulfo Vidigal ministrará palestra com o tema “Recuperação Econômica de Campos dos Goytacazes”, na próxima segunda-feira (18). O evento, é promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil em Campos (12ª Subseção) e acontece a partir das 18h30 na sede do órgão. A entrada é franca.

“Vamos discutir por onde começará e onde não haverá a retomada do nosso crescimento, e, assim, poderemos enfrentar a realidade que nos atinge de maneira mais consciente e planejada”, comentou o presidente da 12ª Subseção, Humberto Nobre.

Panorama econômico — Na análise de Ranulfo, um dos pontos negativos da atual conjuntura é a previsão de investimentos do poder público municipal, considerada aquém das expectativas. De acordo com a LDO, ainda em discussão, a Prefeitura pretende investir R$ 5 bilhões em 2019.

“Esse montante não dá sequer para pensar em retomar todas as obras que estão paradas na cidade. E essa questão é importante para a economia, pois a construção civil sempre foi um setor forte para geração de empregos. E quando falamos em gerar emprego, Campos está estagnada, o que é preocupante. ‘Desalentado’ é um termo usado pelo IBGE que define a situação do campista. Para o instituto, ‘desalentados’ são os que desistiram de procurar trabalho e, por isso, saíram do mercado”, pontuou Vidigal.

A capacidade da Prefeitura de formar uma poupança pública também é um indicador negativo atual, ainda na análise de Ranulfo. “Poupança pública é toda receita que sobra após quitar os custeios com a máquina e outros gastos públicos”, esclareceu.

O economista destacou como ponto positivo da economia local o montante da chamada Massa Salarial Ampliada (MSA). O termo técnico diz respeito ao valor somado dos salários de aposentados e ativos, que está disponível para circular, principalmente, nos setores de comércio e prestação de serviços. “Essa massa é de R$ 350 milhões mensais, um valor considerável”, ressaltou.