Bispo Dom Roberto se reúne com prefeito e vereadores sobre Código Tributário em procissões

O prefeito se comprometeu a não taxar procissões, afirmou o bispo

Campos
Por Redação
13 de junho de 2018 - 15h20

Bispo Dom Roberto (Foto: divulgação)

A Prefeitura de Campos encaminhou projeto à Câmara dos Vereadores, que visa aprimorar alguns itens do novo Código Tributário, tornando alguns critérios mais objetivos para os contribuintes. Na tarde desta quarta-feira (13), o Bispo Diocesano de Campos, Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, esteve reunido com o prefeito de Campos Rafael Diniz, o presidente da Câmara dos Vereadores Marcão Gomes e o líder do governo vereador Fred Machado. A reunião, que aconteceu na sede da Prefeitura, foi para abordar atualização do código tributário, principalmente como alguns itens que abordam a cobrança de eventos religiosos, como procissões, passeios ciclísticos.

“A reunião foi proveitosa. O prefeito esclareceu que a expressão já estava no código desde 1993, mas ao longo do tempo se tornou inaplicável. O prefeito se comprometeu a não cobrar até retirar essa expressão equívoca. Os eventos são manifestações essencialmente religiosas. Nós estamos sempre disponíveis ao diálogo”, afirmou dom Roberto.

O Projeto de Lei Complementar número 0121/2018 estava previsto para pauta da sessão ordinária, da última terça-feira (12/06), porém, foi retirado a pedido do líder de governo Fred Machado, pois o Poder Executivo encontra-se em diálogo aberto com diversas instituições para aprimoramento e possíveis modificações do mesmo. Entre as alterações previstas, está a redução de taxas como, por exemplo, a de transferência dos taxistas, que atende a um pleito da categoria.

Durante declaração nas redes sociais, mantidas pela prefeitura, o Procurador Geral do Município, José Paes Neto, explicou a lei. “O que temos em vista com este projeto, que foi encaminhado à Câmara, é corrigir algumas distorções de interpretação que estavam acontecendo sobre prazo em que as taxas eram cobradas. Estamos deixando muito claro que as cobranças são feitas de forma mensal e apenas se a propaganda for efetivamente realizada”, pontuou José Paes.