General que está à frente da segurança no Rio deve visitar Campos em maio

Data ainda não foi revelada e o acerto acontece com o deputado Bruno Dauaire, que representa a região

Campos
Por Redação
25 de abril de 2018 - 19h24

Reunião aconteceu na terça-feira, 24 (Foto: divulgação)

O secretário estadual de Segurança Pública, general Richard Fernandez Nunes, estará em Campos no próximo mês. Ele informou sobre a visita à cidade ao deputado estadual Bruno Dauaire (PRP), em reunião realizada na terça-feira, 24, no gabinete da intervenção, no Rio. Bruno, que preside a CPI das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), esteve com o secretário para reforçar a solicitação da volta dos PMs para suas regiões no interior e de mais viaturas e estrutura para os batalhões fora do eixo da capital. A data da visita vai ser confirmada nos próximos dias.

A CPI criada na Alerj para investigar a situação das UPPs completa 50 dias de trabalho nesta quinta-feira, 26, e na próxima semana volta a se reunir para agendar diligências a cada uma das 38 unidades em funcionamento e também para deliberar sobre a oitiva ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que sejam apresentadas respostas já solicitadas sobre os contratos de aquisição e manutenção dos conteiners e sobre o orçamento do programa, que foi implantado há 10 anos.

Instalada em 7 de março, a CPI tem prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 90, para concluir a investigação e apresentar o relatório que, defende Bruno, terá como objetivo contribuir para o redimensionamento necessário das UPPs. “O projeto é bom, mas se perdeu ao longo do tempo, sobretudo porque infelizmente foi utilizado com objetivos eleitorais”. O deputado também tem cobrado das autoridades da segurança pública estadual, antes e depois da intervenção, que as soluções sejam pensadas considerando o Estado do Rio como um todo e não só a capital. “Houve uma migração da violência para o interior e não existia um planejamento para evitar ou ao menos minimizar esse impacto que era mais que previsível”, criticou.

A CPI já ouviu o ex-comandante da PM, coronel Ubiratan Ângelo, e está preparando novas oitivas. Já esteve no TCE solicitando informações, inclusive sobre os recursos doados pelo Fundo Especial da Alerj e pelo empresário Eike Batista, e encaminhou ofício ao governo estadual pedindo relatórios sobre a distribuição de efetivo, os regimes de escalas e o estudo completo de diagnóstico sobre as UPPs. Também está buscando dados de estudos acadêmicos sobre o programa, incluindo as pesquisas do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes.

Para Bruno, a CPI é uma oportunidade não só de obter um diagnóstico e apontar erros e acertos, mas é sobretudo um instrumento para colaborar com a reestruturação das UPPs e do planejamento de segurança pública para o Estado do Rio, com propostas e decisões efetivas que atendam às peculiaridades regionais. “A sociedade quer respostas e ao mesmo tempo quer que dê certo, quer que o Estado consiga resolver esta demanda de proporcionar uma vida mais segura para todos”, afirmou o deputado, que está organizando todos os dados obtidos até agora pela CPI para preparar um relatório parcial e definir novas etapas da investigação.

*Ascom