Justiça mantém Garotinho e Rodrigues afastados de comando do PR

Em nova decisão, juiz Ralph Manhaes diz que habeas não devolve a eles cargos na legenda

Política
Por Redação
11 de janeiro de 2018 - 13h16

Anthony Garotinho e Antônio Carlos RodriguesTribunal Regional Eleitoral de Campos reforçou, em um novo despacho, o impedimento do ex-governador Anthony Garotinho e do ex-ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, de reassumirem seus cargos no PR. Garotinho era presidente regional da legenda no Rio, e Rodrigues era presidente nacional do partido. O ofício com esse despacho foi enviado ao partido.

A decisão esclarece que o habeas corpus conseguido pelos dois no mês passado não devolve os cargos de dirigentes aos dois, se relaciona somente a liberdade deles. No dia 20 de dezembro, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), soltou Garotinho e Rodrigues alegando que não havia indícios de que cometeriam novos crimes e, por isso, não havia razão pra permanecerem presos.

Na decisão, o juiz Ralph Manhaes diz: “destarte, qualquer ato praticado pelos referidos réus na condição de presidente do partido a que pertencem será considerado descumprimento de ordem judicial , sujeitando-se aqueles, portanto, a imposição de medidas mais rígidas”.

O juiz tomou essa decisão pra evitar que Garotinho e Rodrigues, em liberdade, retomem normalmente as atividades de direção do partido. A Justiça recebeu informações de que Garotinho estaria organizando atividades partidárias, algumas com presença de militantes, e fazendo convocação de reuniões pela internet. Por isso, fez um novo despacho reforçando que esses afastamentos ainda estão em vigor.

Garotinho e Rodrigues foram presos no final do ano passado em ação da Polícia Federal que investiga crimes eleitorais. A prisão de Garotinho foi baseada em investigação que apura os crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais. Já o então presidente do PR é suspeito de negociar com o frigorífico JBS a doação de dinheiro oriundo de propina para a campanha do ex-governador em 2014.Os dois negam a prática de crimes.

Fonte: G1