Caos na saúde foi o assunto mais discutido em sessão desta quarta

Vereadores da base e oposição levantaram questões polêmicas na audiência

Campos
Por Redação
18 de outubro de 2017 - 20h23

Diferente da última sessão, que foi bem calma, a Câmara de Vereadores de Campos discutiu a Saúde do município nesta quarta-feira (18). O assunto já era esperado, depois que os médicos de Campos decretaram estado de greve na noite de terça-feira (17).

Logo no início da audiência, o vereador Abdu Neme (PR) apresentou um anteprojeto de lei para a criação de um Distrito Sanitário, em Campos.

Sessão desta quarta-feira (Foto: Carlos Grevi)

Sessão desta quarta-feira (Foto: Carlos Grevi)

Neme disse, ainda ,que jamais aceitaria convite para ser secretário de Saúde do município e afirmou que a atual titular da pasta, Fabiana Catalani, vive um momento muito difícil, já que há tempos não tem o dinheiro do Estado.

Depois de anunciado o projeto, vários vereadores apoiaram, iniciando-se, assim, uma discussão sobre a atual situação da Saúde do município.

O vereador Thiago Ferrugem (PR) disse que há mais de 15 dias entregou um relatório com alguns questionamentos à secretária de Saúde, mas, até agora, não obteve nenhuma resposta.

Já a vereadora Linda Mara (PTC) disse que a secretária de Saúde esteve na Casa e apresentou um conto de fadas.

Na tribuna, o vereador Thiago Virgílio (PTC) disse que o atual governo não tem transparência. “Se soltar a secretária de Saúde no Parque Lebret, ela não sabe voltar para casa. Não conhece nada da cidade e nem da Saúde”, disse o vereador.

sessao-1Com relação ao contrato homologado no Diário Oficial do município, em que a empresa da tia de Rafael Diniz foi contratada para a realização de fotos de radiografias em exames odontológicos, no valor de R$ 82, Virgílio disse que “A titia do prefeito iria fazer uma treta”.

No final de seu discurso, Thiago Virgílio disse que na próxima semana a bancada da oposição iria aos hospitais para colher assinaturas para que a Comissão Parlamentar de Inquéritos (CPI) da Saúde volte a funcionar, já que eles receberam muitas denúncias de rombos na saúde.

O vereador José Carlos (PSDC), em sua fala, disse que médicos e servidores do atual governo nunca ficaram sem receber. “Médicos e servidores fizeram uma assembleia e um esquema de greve, que foi criado desde o governo Rosinha. Vou gritar quantas vezes for preciso para mostrar o que fizeram de errado no governo anterior, que reflete na dificuldade do prefeito Rafael Diniz em governar agora”.

Durante o discurso do vereador Abu Azevedo (PPS), ele demonstrou insatisfação quando Thiago Virgílio, durante sua fala, disse que os vereadores entraram na Câmara através de esquemas. “Quero que o vereador Thiago tire meu nome dessa lista, já que não fiz esquema nenhum. Se você tem alguma prova contra mim, mostre”, disse Abu.

Em seguida, Jorginho Virgílio (PRP) pediu que a Procuradoria da Câmara fizesse um documento para que o vereador que alegou o esquema citasse todos os nomes contra os quais tivesse prova. Em contrapartida, Thiago pediu desculpas ao Abu e retirou a palavra usada e disse que “90% da Câmara entrou de forma ilícita”, finalizou Thiago Virgílio.