PMs do interior são designados para novas missões na capital

Por meio de nota a PM informou que nenhuma das medidas adotadas causará transtorno para a população

Campos
Por Redação
12 de outubro de 2017 - 16h30
Policiais em operação/Arquivo (Foto: Silvana Rust)

Policiais em operação/Arquivo (Foto: Silvana Rust)

Depois da polêmica transferência de policiais militares do interior para a capital fluminense, em meados de 2017, militares da região terão que retornar à capital. Desta vez, por dois motivos: reforço no policiamento na área do 23º Batalhão de Polícia Militar, no Leblon, e um curso de técnicas de abordagem.

As alterações na rotina dos militares estão previstas já para a partir desta semana. O reforço do policiamento no Leblon é direcionado a militares do 8º BPM (campos), 29º BPM (Itaperuna) e 36º BPM (Santo Antônio de Pádua). Eles devem se apresentar no batalhão de destino no próximo sábado (14), às 7h30 e vão atuar das 8h de sábado às 8h de domingo, no policiamento da Autoestrada Lagoa-Barra.

Segundo a ordem de comando, deverão se apresentar quatro policiais de Campos em uma viatura, oito de Itaperuna em duas viaturas e oito de Santo Antônio de Pádua, também em duas viaturas.

Já o curso para os PMs do 8º BPM já começou e não tem prazo para terminar, já que toda a tropa terá que participar. Cada grupo permanecerá um dia no Comando de Operações Especiais (COE), que fica no complexo de favelas das Maré. A medida tem deixado policiais apreensivos.

“Estou na PM há muitos anos e conheço a instituição. Sei que não há necessidade alguma desse curso ser realizado no Rio. Ele poderia ser facilmente aplicado em Campos”, revelou um PM que, por motivos de represália, preferiu não se identificar.

O curso oferece aulas práticas e teóricas. Os militares devem viajar com a viatura do batalhão.

O Jornal Terceira Via aguarda e publicará, assim que receber,  a versão do Comando da PM, em Campos, sobre o assunto.

Nota PM:

Primeiramente a Polícia Militar é Estadual, portanto é uma só em todo o Rio de Janeiro.
Como é de conhecimento, existe um estudo feito pelos setores de análise e que aponta onde existem maiores demandas e que exigem a presença policial.

Também é de conhecimento geral de que vivemos uma época de recursos escassos e infelizmente não dispomos de logística e material humano para colocar policiais em cada esquina e utilizamos os dados do setor de análise e planejamento para aplicar os meios que dispomos da melhor forma.

Esse tipo de trabalho e feito tanto no batalhão  quanto em larga escala em toda a corporação, portanto da mesma maneira que por vezes administramos o efetivo e meios dentro da área  do batalhão ( São Fidélis, São João, Campos e São  Francisco) a PMERJ faz o mesmo dentro do Estado.

No momento fez-se necessário que os batalhões  do interior emprestassem policiais temporariamente para cumprimento de missão especifica, esse policiais não foram transferidos.
A manobra não está em desconforme com nenhum  regulamento da corporação e os policiais que aqui servem sabem que podem ser demandados a qualquer momento em qualquer lugar do Estado.

Nemhuma das medidas adotadas são tomadas sem estudo prévio de impacto e isso não causará transtorno para a população campista.